Plenária: Pluralismo – Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

Miniplenária reaviva o debate sobre ecumenismo e diálogo inter-religioso como forma de superar os desafios do mundo urbano.

“Jesus rezava ao Pai: ‘que todos sejam um, como nós somos um’”, lembrou Pe. Mauro Pedrinelli na mini plenária sobre “Pluralismo: ecumenismo e diálogo inter-religioso”, realizada hoje (15) na praça da Bracatinga, localizada no Centro de Pastoral da Arquidiocese de Londrina, durante o Cuatorzinho organizado pela CEBs.

Pouco mais de cem pessoas se reuníram para refletir, debater e juntos pensar em novas formas de promover o ecumenismo e o diálogo inter-religioso com o intuito de viabilizar uma convivência pacífica entre as diversas denominações religiosas em busca da superação dos desafios do mundo urbano.

De acordo com Pe. Mauro, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso tem algumas diferenças. “O ecumenismo é a promoção de unidade entre todas as pessoas, instituições e igrejas que tem fé no Novo Testamento, portanto a construção de uma unidade entre os cristãos. Já o diálogo inter-religioso é a boa relação com as outras religiões, como as de matrizes africanas e também o budismo, o islamismo, o judaísmo, ou seja, todas religiões que não professam a fé do que está no Novo Testamento”, explicou Pe. Mauro Pedrinelli.

Para ele, ambas ações são uma exigência ao Cristão, pois é um pedido de Jesus que pode ser lido em vários trechos da Bíblia, como por exemplo no Evangelho de São João, 17, 21-23 (citado no início da matéria). Pe. Mauro destacou ainda que tanto ecumenismo como diálogo inter-religioso não devem ser confundidos com o ideal de fazer todas as pessoas professarem uma única fé ou a imposição ao outro de uma determinada crença, pelo contrário, é o respeito pela fé do outro.

Irmã Eli, de Pato Branco, escolheu participar dessa mini-plenária porque em sua cidade trabalha com presidiários e um dos seus maiores desafios é o diálogo inter-religioso e ecumênico. “Estando aqui a gente encontra outras luzes e estratégias a partir do que o assessor falou e a gente se anima e volta com mais entusiasmo e vai continuar o trabalho defendendo a vida” e completa “quando a gente se ajuda, encontra alternativa juntos e o fardo fica mais leve”, declara a religiosa.

Adriana Gallassi

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