Emoção e esperança com a presença de dom Pedro em São Félix

“Mesmo diante das mudanças do mundo, dom Pedro permanece um ícone no meio de nós, expressão de uma igreja que está ao lado dos pobres. Poder vê-lo nos anima a continuar na luta”,

 Nelson Gonçalves Souza Filho, 31 anos, membro da comissão nacional de assessores da PJ.

“Vamos seguir em frente, com amor e esperança” Pedro Casaldaliga

O bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga, 89 anos, foi homenageado nesta sexta (08) durante o 14º Encontro Regional das CEBs. Logo no começo da manhã um grupo de integrantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Pastoral da Juventude (PJ) e CEB do Distrito de Nossa Senhora da Guia (Cuiabá) foi até a casa do religioso para lhe entregar um quadro com elementos característicos da ação pastoral da região, como o arco, a flecha, a enxada e os chinelos de dedo. A obra é do artista Alvani Almeida, de Cuiabá.

Horas depois, ainda de manhã, dom Pedro esteve no anfiteatro do Centro Comunitário Tia Irene, que sedia as discussões do encontro, foi aplaudido e ouviu canções de agradecimento pelo exemplo de missão, como “Trovas do Cristo Libertador”, hino da prelazia. Várias pessoas se emocionaram com a presença de dom Pedro, chegando a chorar.

“Vamos seguir em frente, com amor e esperança”, sussurrou no ouvido do padre Ivo Cardoso, 53 anos, um dos religiosos que o acompanha nos cuidados com o Parkinson.

“Obrigado, dom Pedro, por nos ensinar o caminho da verdade e da libertação dos pobres”, destacou dom Neri José Tondello, 53 anos, bispo da diocese de Juína e referencial das CEBs na Regional 02.

Em companhia dos livros, indígenas, agricultores

A obra de arte é um presente da direção da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) e organizadores do Semiedu, importante evento de Educação promovido pela instituição de ensino, que o homenageou na edição de 2016.

“Esse quadro representa a luta de um expoente da igreja pé no chão que sempre apoiou a caminhada dos trabalhadores rurais, povos indígenas e excluídos em geral. Encontrá-lo nos ajuda a recarregar as utopias”, comentou Sebastião Carlos Moreira, 63 anos, integrante da regional Mato Grosso do Cimi.

Ele estava acompanhado de Cleber César Buzzatto, da direção nacional da entidade (Brasília), que ressaltou a expressividade de dom Pedro para os participantes de CEBs e movimentos sociais. O dirigente veio a Mato Grosso para acompanhar o encontro regional e observou o esforço de unidade da igreja frente aos desafios do mundo urbano e rural.

O quadro de Alvani com símbolos da prelazia vai se unir a centenas de adornos, cartazes e lembranças dadas a dom Pedro pelo povo ou ganha em encontros de que participou por toda a América Latina. Andando pela casa de Pedro, percebe-se os diversos livros, uma cruz em forma de foice e martelo, figuras ligadas às lutas de camponeses, desempregados, pedintes, guerrilheiras e guerrilheiros e da pomba da paz.

“Mesmo diante das mudanças do mundo, dom Pedro permanece um ícone no meio de nós, expressão de uma igreja que está ao lado dos pobres. Poder vê-lo nos anima a continuar na luta”, complementou Nelson Gonçalves Souza Filho, 31 anos, membro da comissão nacional de assessores da PJ.

Para saber mais sobre dom Pedro, acesse:

Pedro Casaldáliga presente no 14º Encontro das CEBs Mato Grosso

Gibran Lachowski e Ana Paula Carnahiba

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