Delegados do 14º Intereclesial opinam sobre “o julgar” na ótica bíblica e teológica

Por Emanuel Ramos

A plenária desta manhã (25) trouxe à tona uma reflexão sobre julgar a realidade a partir da ótica teológica e bíblica. Em linhas gerais, foram ressaltadas as relações de justiça, igualdade e reciprocidade pela missionária xaveriana Tea Frigerio e o padre Manoel de Godoy. Nesse sentido, destaque à necessidade das Cebs não se conformarem com este mundo, buscando uma pastoral com cheiro e sabor, fazendo a opção preferencial pelos pobres.

Sergio Pereira, 26 anos, de Imperatriz do Maranhão, explicou que Tea pauta o divino com o humano, trabalhando a ligação da igreja com as pastorais sociais. “O destaque dado ao sagrado, os dogmas da Igreja e o Espírito Santo são enfatizados no sentido de dizer que não se pode agir sem eles”.

O jovem destacou o fato de que a união entre fé e vida deve ser sempre contínua na vida de que quem constrói a igreja.

Já para Adriana Arantes, 41 anos, integrante da Pastoral Afro, do Rio de Janeiro, Godoy fez “uma fala de levante”, de autoestima, coragem e perseverança. “É necessário trabalhar a fé e a vida, não estar isolado, e saber que você dá forças para alguém, assim como o outro dá forças para você, trazendo muita paz, alegria e axé”, comentou.

A agente de pastoral falou, ainda, da força e da coragem de quem constrói as Comunidades Eclesiais de Base, pontuando que este esforço vai depender do modo como cada um se coloca nos espaços em que ocupa. Adriana coordena o Grupo Mariama, que surgiu a partir da militância realizada na Pastoral Afro.

O integrante da delegação do Piauí, Vitor Sousa, 34 anos, ressaltou a maneira como Godoy falou das lutas e os caminhos que as Comunidades Eclesiais de Base têm que fazer para manter seus membros unidos. “É preciso manter a essência das CEBs, pois seus participantes se inserem no seio da comunidade para que as políticas públicas possam chegar de fato, e cumprir seu papel no que diz respeito às transformações sociais”.

Para tanto, é necessário ocupar os espaços, compreendendo a relevância de cada um. Vitor é educador social e animador da Pastoral da Juventude.

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