Alegrias e Expectativas do Regional Oeste II no 14º Intereclesial em Londrina

Por Mequiel Zacarias Ferreira

 

Uma das maiores riquezas de encontros como o intereclesial nacional é condição e possibilidade do encontro, que, vai além da noção múltipla de localidades brasileiras, mas sim, tem especial destaque na relação das cidades que compõem os regionais e colaboram para construção do Encontro, e, consequentemente, das direções que a igreja toma a partir das discussões das CEBs.

Ouvimos alguns participantes e seus sentimentos a respeito desse grande momento que a igreja vive, quando se reúne para discutir suas práticas.

Wagner Gervásio, da paróquia Santa Cruz, Diocese de Sinop destaca “Estou muito emocionado com o encontro. É um momento de muita reflexão, debate, de celebração, de encontro com a diversidade que é o nosso país! Momento de renovarmos nossa fé, nossa esperança em um outro mundo, um mundo bom para todos e todas!”

Já a Dona Maria Ivan, da Diocese Barra do Garças, que está vindo pela primeira vez no encontro, salienta “Está sendo tudo novidade. Gostei dos temas, das celebrações e da diversidade religiosa. Vai nos ajudar no caminhar do novo jeito de ser igreja. Está todo mundo animado, empenhado para buscar a igreja em saída”, concluiu com um sorriso de satisfação.

Nessa perspectiva da diversidade, o Intereclesial tem sido propício para as comunidades que são denominadas como “minorias”, mas que, na verdade, são maiorias negligenciadas. Nesse contexto, Jonas Pilger Dobrovoski, Diocese de Sinop, considera que outro está sendo produtivo, especialmente pela condição de poder conhecer outras realidades e a vivência dos povos indígenas na sua relação com a igreja que geme como se tivesse parindo.

Jonas ainda pondera que “Na transformação da igreja tem que mostrar seu rosto sua opção pelos pobres a verdadeira igreja de Jesus Cristo e nós estamos tendo essa oportunidade de vivenciar isso aqui nestes dias, as dificuldades que temos. É necessário que façamos escolhas e opções e assim fortalecendo nossa missão”.

Irmã Margarida Palace, da Prelazia de São Félix do Araguaia, complementa bem as considerações de Jonas e a chama atenção para o agir: “Está sendo ótimo. É o grito do povo para a mudança da igreja. É o grito dos povos indígenas, dos povos da terra, dos trabalhadores. Chegou a hora de agirmos, não podemos mais ficar parados e partir pra ação, para a libertação. E esta libertação acontece quando assumimos o projeto de Jesus Cristo”.

Nesse contexto, percebemos que o Encontro Intereclesial das CEBs é um espaço genuíno de vivência e discussões para as comunidades da igreja católica. Junio Alves, também da prelazia de São Félix do Araguaia, que objetiva: “É beber a água na fonte, local de troca de experiência e troca de afetos. Aqui busco energia para continuar o trabalho em minha comunidade”.

Nessa mesma linha, o Bispo referencial da CEBs do Regional, Dom Neri, de Juína, conclui “É momento de graça. Reavivamento do compromisso com os últimos da sociedade. Alegria. Esperança. Emoção em viver desde já o XV em Mato Grosso”, mantendo e anúncio e a esperança de que a candidatura do Estado seja aprovada pela coletividade e que o estado de Mato Grosso acolha a próxima edição do Encontro.

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