Cultura: expressão da identidade das CEBs

Arte, sinônimo de comunicação, espiritualidade e identidade das CEBs. Foi com essa ideia que Alex Tadeu fez a abertura da tarde cultural do 14º Intereclesial. Uma tarde, onde as comunidades expressaram a arte através da música, da poesia, do grafite, do rap.

Abrindo a tarde, o grupo Amigos Cantam Zé Martins, de Campinas-SP, faz uma homenagem ao cantor e compositor que muito animou a vida das Comunidades Eclesiais de Base com seu canto. Zé Martins, que faleceu em 2009, era filósofo e teólogo, morava em Pouso Alegre-MG.

A quebradeira de coco, Raimunda Nonata, de Tocantins, cantou o “Xote das Quebradeiras”, um incentivo a preservação do babaçu que vem sofrendo ameaças de extinção, por causa do latifúndio. Por meio da poesia, Ledesmar, de Colatina-ES, deu seu recado dizendo que as CEBs não são partidárias, mas lutam por direitos para todos. Leandro Palmerah trabalha com projeto cultural na periferia de Londrina; o rap apresentado por ele foi uma denúncia à violência contra as mulheres.

Abaixo, trecho do poema Grito de Alerta e de Esperança, do poeta João Santiago, poeta do povo, poeta das comunidades.

“O meu grito é para justiça que se vende

Magistrados que usam a toga para matar

Grito ao demônio que por ser parlamentar

Demoniza a justiça, o direito e a inocência

Sendo o Estado o pai de toda violência

A esperança grita mais alto a cada dia

Quem trabalha não terá aposentadoria

Foi um golpe, foi traição, vamos gritar!

Porque é da vida o primeiro lugar

Porque a luta, você sabe é todo dia.”

Tarde Cultural

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