Mártires e Defensores da Vida: Exemplos de compromisso com o projeto de Deus

A celebração dos Mártires e Defensores da Vida, que aconteceu na sexta-feira (26), levou moradores locais, delegados e delegadas do 14º Intereclesial das CEBs do Brasil a lembrar àqueles que arriscaram sua vida para fazer realidade o Reino de Deus, um mundo melhor para todos e todas, de quem foi “capaz de vir encontro aos terríveis efeitos da cultura do descarte”, como lembrava o Papa em sua mensagem ao Intereclesial.

O martírio não é uma situação que tenha ficado no passado. Ainda hoje são muitos os perseguidos pelo fato de defender a vida. Homens e mulheres que, numa cultura marcada pelo individualismo, não tiveram medo de olhar o sofrimento alheio e se comprometer, de mostrar para os outros que a vida em comunidade, partilhada, ajuda a encontrarem melhor seu sentido pleno.

A caminhada começou no Ginásio Moringão (local onde foram celebradas as grandes plenárias), e conduziu os presentes até a Praça da Seringueira, seguindo os estandartes que lembraram aqueles que deram suas vidas, na companhia de cantos que ajudaram fazer memória. Pessoas que já participaram da caminhada das CEBs e descobriram nelas um caminho para viver uma fé encarnada.

Ao longo de dez momentos fomos iluminados pelo Círio Pascal –  presença do Ressuscitado no meio ao seu povo – e pelas tochas. Ali, lembramos os mártires e defensores das florestas e das águas, das causas indígenas, dos negros e negras, da terra e os lavradores, da luta operária, da justiça, das juventudes, dos movimentos populares e sociais, da intolerância religiosa.

Nomes concretos, de homens e mulheres, como Padre Josimo, Marçal Guarani, Vicente Canãs, Irmã Dorothy Stang, Margarida Alves, que em seus rostos e vidas se descobre a imagem daquele que deu a vida para a salvação da humanidade. Os alimentos partilhados, sinal desse sustento que acompanha a caminhada das comunidades eclesiais de base, se fizeram presentes no final da celebração.

Nas CEBs muitos encontraram e continuam encontrando a força, o alimento para defender a vida, que em ocasiões teve como consequência o martírio, mas que em muitas outras fez sofrer perseguição de parte daqueles que nunca se preocuparam com o projeto de Deus e sim, serviram-se dele para fazer realidade seus planos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *