“Ser discípulo de Jesus não é só rezar e celebrar, mas é também compromisso com a vida”. Entrevista com Dom André de Witte.

A diocese de Ruy Barbosa, no interior do estado da Bahia, está de festa, um acontecimento que vai ser comemorado no próximo domingo, 25 de agosto com uma romaria vocacional, no povoado de Alagoas, município de Itaberaba, o lugar onde morou Maria Milza, que nessa região tem fama de santa. O motivo desse evento está nos 60 anos da criação da diocese e os 25 anos de ordenação episcopal de Dom André de Witte, que lá desenvolveu todo o seu ministério como bispo.

Quase no final do seu ministério como bispo titular, no dia 31 de dezembro completa 75 anos, a idade canónica para apresentar a renúncia, Dom André de Witte olha para trás e lembra sua história no Brasil, que começou em 1976, quando desceu em Recife do barco que o trouxe da Bélgica, sua terra natal. De lá foi para a diocese de Alagoinhas, também na Bahia, onde trabalhou como missionário por 18 anos.

Dom André se mostra, sempre se mostrou, como um homem de Igreja, preocupado com muito mais do que sua paróquia ou sua diocese, como alguém que sempre gostou de trabalhar junto com os outros colegas, padres ou bispos, e ao lado do povo, esse povo baiano de quem ele mesmo destaca “a acolhida, o calor humano”. Sempre esteve ligado à terra, ele é filho de agricultores, estudou agronomia na sua juventude, acompanhou a pastoral rural e atualmente é presidente nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT, desde onde não duvida em apoiar as lutas do povo do campo, em um país que tem apostado pelo agronegócio em detrimento da agricultura familiar.

Do bispo de Ruy Barbosa podemos dizer que está totalmente alinhado com o Papa Francisco, “uma força grande para essas atitudes que as vezes não são bem vistas, da ação social transformadora”, alguém que demostra que “ele vai na frente, propondo, incentivando, tentando realmente sacudir para ninguém ficar parado”. Por isso, não duvida em afirmar que sua presença, “para mim é importantíssima na minha vida pessoal e na vida da nossa Igreja”.

Depois de 25 anos de bispo, 60 anos de diocese, e com quase 75 anos, que é a idade que um bispo apresenta sua renúncia ao ministério pastoral, como contempla a vida nesse momento?

Eu sempre pensei que a vida de um bispo emérito é uma coisa que eu gostaria que Deus me concedesse ainda algum tempo para vivê-la. Quando eu vejo o exemplo de Dom Silvério, que foi bispo de Feira de Santana, depois de emérito, bem acolhido por seu sucessor, Dom Itamar, fazendo ainda coisas significativas, de ajudar onde era possível, porém sem a última responsabilidade, o homem rejuvenesceu. Então eu penso que isso seria também algo agradável, e se Deus permitir, útil. Eu pretendo continuar em Ruy Barbosa, começaram inclusive a construir a casa dos eméritos, porque havia a ideia de construir uma pequena casa, em um lugar onde ainda pudesse prestar um pequeno serviço.

Mas fiquei emocionado quando os padres e as irmãs pensaram que a ideia não era tão boa, pois o bispo, que nunca morou sozinho, não deveria morar agora sozinho. Então, na área do centro de treinamento de lideranças, começaram a construir uma casa, que seria para os eméritos, inclusive padres, que daqui para frente podem chegar. Na diocese espero não atrapalhar, e sim prestar algum serviço. Penso que livre daquela última responsabilidade deve ser bem agradável.

O senhor chegou no Brasil em 1976, como tem lhe marcado o Brasil, a Bahia, o Nordeste, a Igreja do Brasil, na sua vida pessoal, sacerdotal e episcopal?

Nesses dias comecei escrever algumas coisas, e comecei por esta parte das raízes, de quem foi esse padre que se tornou o bispo de Ruy Barbosa. Eu vim como padre fidei donum, que pelas surpresas de Deus, o que era para ser um país de fala castelhana, foi mudado para o Brasil. Chegando na Bahia, a primeira coisa que impressiona, não só no primeiro dia, mas no geral, é a acolhida, o calor humano. É a primeira graça, maravilha, que a gente agradece, esta acolhida. No Nordeste, aportou no Recife, mas logo fui para Bahia e lá permaneci. Em sinto assim, como muito importante na minha vida, quatro pontos. Um é que trabalhei, lá na Diocese de Alagoinhas, 18 anos com um colega padre. Isso para mim é uma coisa significativa, a gente tem muitos colaboradores, mas um colega padre é outra coisa. Para mim foi ótimo um padre que tomava mais iniciativa, para mim foi bom ter alguém que abriu as portas, tomava a iniciativa, trabalhar em equipe, conversar.

O segundo ponto, acho que o trabalho pastoral de uma paróquia, rede de comunidades, foi muito, e ele é muito importante. Eu chamo acompanhar a vida do nascimento até a morte, até a alegria de estar ao serviço, os privilégios que nós temos dos sacramentos, ter celebrado todos os sacramentos, inclusive o sacramento da ordem para um jovem que se tornou padre, religioso no caso. Além disso, ter uma coisa específica, que para nós dois, que estudamos agronomia e sendo filhos de agricultores, já viemos para trabalhar em um continente onde é a metade do povo está no campo. Na diocese a gente fazia parte da equipe da Pastoral Rural, que na prática era um movimento da ACR, Animação dos Cristãos no Meio Rural. Este setor, poderia ser juventude, poderia ser catequese, mas algo específico que leva a contatos com colegas de outras áreas. Ocupa tempo, mas não é tempo perdido, mas abre a visão sobre a conjuntura, sobre a maneira de viver e de servir.

Um quarto ponto, eu tenho certeza que é a CNBB, nunca passou pela minha cabeça que eu pudesse fazer parte, mas isso são surpresas de Deus. Mas chamou muito a minha atenção, a maneira como a CNBB apresentava a missão da Igreja. A gente não precisava enfrentar, tinha e tem uma proposta. Naquelas diretrizes gerais, naquele tempo chamava da ação pastoral, depois começou a ser da ação evangelizadora, o objetivo chamou a minha atenção, e até hoje. Eu gostava muito da formula daquele tempo, que pelas circunstâncias agora muda um pouquinho, mas o princípio é o mesmo.

Eu chamo caminhar com as duas pernas, uma para evangelizar, formar o Povo de Deus, aí vinha algum adjetivo de ardor missionário, etc. Mas na verdade, é o aspecto da identidade do Povo de Deus, de todo o trabalho interno da Igreja, da catequese, da Bíblia, da liturgia. A segunda perna e para participar da construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida, rumo ao Reino definitivo. É isso que eu gosto, isso me tocou, e que por sinal eu gosto de insistir muito, que a nossa missão tem que ser equilibrada. Esta preocupação, o que nós hoje chamamos Comissão Episcopal da Ação Social Transformadora, isto teve um tempo que estava mais presente, como as CEBs, as pastorais sociais. Hoje é aquele boom da espiritualidade, do espiritualismo.

O equilíbrio é que não falte nenhuma coisa. Eu digo assim, me tocou aqui já na diocese, nossa segunda semana social, que no Brasil eu acho que era a quarta, quando a turma assumiu como prioridade ligar sempre fé e vida. Aí eu sempre disse, isso significa para mim bispo, mas para todos, lembrar a quem está nas pastorais sociais, a nossa motivação última não é filantropia, mas é evangélica, é Jesus que vem para que todos tenham vida. Mas é também dizer a quem está em nossas celebrações, círculos bíblicos, que ser discípulo de Jesus não é só rezar e celebrar, mas é também esse compromisso com a vida. São pontos que me marcaram e continuam me marcando.

Aliás, como bispo, um segundo ponto, além de uma diocese, fazer parte de algo específico. No regional a gente é bispo referencial de alguma pastoral, quando era o mais novo da turma, então acompanhei a Juventude. Quando era bispo responsável pela juventude, eu costumava dizer, eu não sou responsável pela juventude, não quero ser irresponsável também, mas eu represento os irmãos bispos, que nem todos nunca podemos estarem juntos, mas um representa os irmãos, porque todos devemos apoiar. Depois e até agora eu estou com a CPT (Comissão Pastoral da Terra) no regional até nacional, e acompanhei o serviço nacional dos migrantes, a nível do Brasil, o IRPA, a CESE (Coordenadoria Ecuménica de Serviço). Então, esta participação também abre os olhos para uma responsabilidade maior do que só para a diocese, e enriquece a visão e a prática da gente. Se a gente pensar mais, tem muitas mais coisas para agradecer a Deus.

A relação com o campo e com o povo do campo sempre marcou sua vida. De fato, o senhor sendo jovem, ainda na Bélgica, estudou agronomia. Como o senhor tem relatado, acompanhou as pastorais relacionadas com o campo, e em 2015 foi eleito vice-presidente da Comissão Pastoral da Terra – CPT, e depois foi eleito presidente. O que isso tem representado na sua vida sacerdotal, episcopal? O que a gente aprende com os pequenos camponeses, especialmente no Nordeste, onde o sofrimento do povo do campo é grande, e muitas vezes vivem nesta esperança de uma colheita que nem sempre chega?

Primeiro dizer que graças a Deus, a gente está nisto por opção, por livre e espontânea vontade. Ser bispo referencial para uma coisa, as vezes é porque não tem, e muitas vezes na área social acontece, que sobra para alguém, porque ninguém queria muito. Estar aí para mim é uma opção e uma graça. Agora em preparação do Sínodo, me tocou, não sei quem foi que colocou, mas o que sempre fazia parte do nosso trabalho com os labradores o ver, julgar, agir. Agora, houve uma colocação ou observação, que na preparação do Sínodo, o ver era mais o escutar. E como isso é positivo, porque o ver, pode ser o ver de um assessor, um acompanhante que já sabe as coisas e interpreta. Escutar significa realmente ouvir o que o próprio povo indígena, no caso, está vivendo, lá na Amazônia. Então, essa graça, a gente viveu, acompanhando, estar realmente junto do povo, na sua realidade prática.
Acho que até comparado com a realidade dos países da Europa, onde o bem estar é praticamente de todo mundo, aqui era realmente assim, até mais fácil para acompanhar o povo, que justamente vive na prática necessidades vitais. Perceber esta realidade é ser solidário com isso, trazer a Boa Nova de Jesus para esta realidade, isto é o que realmente é o positivo, vamos dizer, desse serviço que me foi dado, que me é dado, porque continua. Tem uma evolução de 30 anos atrás, ou mais, na nossa região daqui da Bahia, era um pequeno posseiro que foi expulso pelos grandes. Hoje é mais o pequeno, as vezes que já teve a sua terra, foi para a periferia, lá está em situação pior, volta, e ocupa a terra, luta pela terra que já perdeu.

Nestas circunstâncias concretas, a gente percebeu, por exemplo, o desafio para membros da Igreja, a inspiração do Evangelho, a violência. Será que a gente vai reagir à defesa de uma maneira violenta, ou como é que fica? A gente sentiu no povo aquele respeito para a vida, os próprios bichos, os inocentes. Realmente uma vivência a partir de uma visão, de uma prática, de muito respeito. A casa comum, que veio agora com o Papa Francisco, mas já era uma atitude de cuidar que a gente encontrava.

O senhor fala sobre o Sínodo para a Amazônia, como a Comissão Pastoral da Terra tem se envolvido nesse sínodo, e o que o Sínodo representa para uma pastoral, que vê como na região amazônica os conflitos em torno do campo, inclusive as perseguições e os assassinatos das lideranças está se tornando uma coisa cada vez mais comum?

A CPT, por estar presente na base, praticamente em todas as regiões, ela tem também a sua presença na Amazônia. Significa que agentes da CPT, ativos lá, estão também envolvidos na REPAM, estão acompanhando de perto esta realidade. Eu fiquei tocado, não sei de quem foi entrevista, não sei se foi de dom Erwin, mas ao menos foi colocado assim, que a Igreja do Brasil, como um todo, demorou de ter um envolvimento, assumir como uma coisa de interesse de todos, da Igreja como um todo. Foi até aquela colocação de que quem fez uma propaganda maior, um incentivo maior, foi aquele general quando falou que a Igreja estava se metendo onde não é chamada. Nós temos esta realidade, de ter gente, mesmo da CPT na Amazônia, acompanhando. A Amazônia, quando a gente vê, é uma coisa bem própria da preocupação da CPT, e uma das obras importantes eu acho aquele caderno que sai todo ano sobre a violência no campo, então a gente vê como a Amazônia está presente em isto.

Para mim é, vamos dizer, uma mão lava a outra, a CPT com a sua preocupação com a vida e a vida das pessoas no lugar onde eles se encontram, e justamente encontrando esta realidade amazônica, a CPT, por isso, já está presente. Agora vem sendo enriquecido com todo o trabalho que a partir do Sínodo e de sua preparação está acontecendo. Uma atenção maior, um trabalho mais metodológico de ir para escutar, como a gente acabou de dizer, e a preocupação em ver propostas concretas. É claro que o Sínodo tem dois aspectos, o aspecto da Casa Comum, da ecologia integral, e o aspecto da Igreja na Amazônia. Eu vejo que pelo aspecto da CPT este paralelismo, este aspecto da ecologia integral, esse trabalho, não tenho agora o tema exato que vai ser do congresso da CPT no próximo ano, que deve acontecer em Marabá. Mas onde tem este aspecto para a sensibilidade dos povos originários, de uma sociedade do bem viver, e não diminuir o valor para o aspecto somente económico, capitalista, financeiro. Eu vejo nesse sentido, que uma coisa vai junto com a outra, e uma mão lava a outra.

Neste ano a diocese de Ruy Barbosa está completando 60 anos e o senhor tem acompanhado essa caminhada ao longo de 25. Como definiria a caminhada da diocese e desde seu ponto de vista, quais seriam as perspectivas de futuro?

Olha, eu acho que o ponto de partida são os 60 anos, não são os 25 do bispo que estão na frente. Meu antecessor, Dom Matias, faleceu repentinamente em 92, a diocese ficou até dois anos sem bispo, mas graças a Deus então tinha o administrador e tinha uma equipe da coordenação, um padre, uma irmã, um leigo. Então a caminhada continuou, não houve parada, e dois anos depois eu fui nomeado e a caminhada continua, não houve uma ruptura, porque agora vem um bispo que vai definir. A gente foi conhecendo uma caminhada e, claro, somando forças, continuando junto, e contribuindo naquilo que a gente percebe e onde dá para contribuir positivamente.

Esta caminhada, para mim é, com todas as fraquezas de uma diocese pobre neste nordeste, mas eclesialmente é o que eu falei, é uma proposta da Igreja do Brasil, de caminhar com duas pernas. Na diocese de Alagoinhas, onde eu cheguei, e na diocese de Ruy Barbosa, onde 18 anos depois também cheguei, a gente vê o esforço para que seja exatamente isso. Aqui as prioridades que ano após ano apareceram, eram terra, água e cidadania, ou seja, as necessidades reais, o chão do povo do campo desta diocese aqui no sertão, terra e água, e a cidadania, a preocupação de caminhar com os próprios pés, que a Igreja não é só, vamos dizer, a hierarquia da Igreja, mas é o povo de Deus, onde todos somos corresponsáveis. Nós queremos dizer uma Igreja de comunidades com pastorais, serviços e movimentos, mas uma Igreja de comunidades.

Quando o documento da CNBB trata da comunidade, nova paróquia, comunidade de comunidades, para nós não era novidade, é a caminhada que nós tentamos seguir já o tempo todo. Nesse sentido, os acentos e a sensibilidade, não é mais, diria, tão forte quanto era 20 anos atrás. A gente também faz parte do mundo e da Igreja, onde a gente vê, inclusive pelos canais televisivos da Igreja, onde o aspecto espiritualista recebe mais e mais incentivo, e o outro fica mais e mais para trás. Mas nós continuamos, até nos esforçando para aquilo que já falei do equilíbrio, a gente acha as duas coisas importantes. Eu inclusive, pessoalmente gosto dizer, até para facilitar, a gente não é excludente, Jesus vem para todos, sem dúvida, mas é muito que Ele começa do lado dos pequenos, que Ele mesmo viveu na realidade dos pequenos, dos pobres daquele tempo e sempre começou deste lado, só assim consegue chegar a todos. Na sociedade, os pequenos, é que sobram.

Nós estamos nesta caminhada, em termos eclesiais, com os agentes de pastoral liberados, os padres, começamos o nosso seminário, já ordenei oito, se Deus quiser vou ordenar mais dois até o final do ano, jovens padres da região, que vem tomando o lugar de missionários que vieram da Europa, de Reggio Emília, mas o número em se não aumentou muito. Vieram, eu insisti bastante neste caso, que não é o padre procurado só para os sacramentos, mas a formação e toda esta vida. Então, também a presença, como no tempo das igrejas irmãs de Santa Catarina com Bahia, uma equipe pastoral, que pode ser uma equipe de religiosas, mas tem ainda paróquias sem irmãs. A opção, com todo respeito com os irmãos que optaram pelo diaconato permanente, mas que o lado do clero, a gente quer ser uma Igreja toda ministerial, não clerical apenas, porque isso já soa pejorativo. Preferimos, vamos dizer, centenas de ministros leigos a dezenas de diáconos permanentes. Isto para uma caminhada das comunidades, no chão onde estamos pisando, defendendo a vida. Ai entra o tema do sínodo, as pessoas e a casa comum.

Eu digo com toda gratidão que a gente conseguiu, penso, continuar a caminhada que eu encontrei, avançando, não é que fizemos coisas extraordinárias, mas com este equilíbrio, e espero que isso vai continuar. Eu ficaria triste em saber que não, que houvesse um retrocesso neste ponto, mas com fé em Deus, com os que aqui estamos vamos continuar.

Pelo que o senhor fala, a gente vê que na caminhada diocesana em Ruy Barbosa, aparecem muitas das ideias ressaltadas pelo Papa Francisco. O que ele está representando na vida da Igreja e da humanidade e o que tem representado em sua vida como bispo?

Graças a Deus pelo Papa Francisco, porque se a gente recebe este servo de Deus do jeito que ele é, acho que realmente ele nos traz a mensagem de Jesus não somente transmitindo a partir de sua fé e de sua vivência, das suas palavras, mas ainda nas atitudes, que nos mostram as atitudes que Jesus, dois mil anos atrás, viveu. Para nós é uma graça, que significa que o nosso ideal, a nossa vocação, para mim vocação é Deus que chama e somos nós que fazemos o discernimento, assumimos a resposta e tentamos ser fiel àquela proposta de seguir, como discípulos missionários, a Jesus que é o Caminho, isso como Igreja comunidade.

Nós somos do colégio do sucessor dos apóstolos, a gente veio para ser colaborador destes homens, mas o que a gente vê é que o Papa, sucessor de Pedro, está não somente dando respaldo, uma força grande para essas atitudes que as vezes não são bem vistas, da ação social transformadora, que é tachado de comunistas e sei lá o que. O Papa não somente dá um respaldo, mas ele vai na frente, propondo, incentivando, tentando realmente sacudir para ninguém ficar parado. Ele vai na frente nesse sentido, mas ele está também no meio, ele continua com todo seu jeito, de assumir de verdade, e ele, de alguma forma, tem também aquela atitude misericordiosa de querer que ninguém fique para trás.

Agora, chama a atenção que, para os pequenos, como Jesus, ele é o homem misericordioso, mas para os colegas bispos, para os padres, ele tem as palavras bem fortes, as vezes duras, chamando a atenção daquilo que não deve acontecer, o clericalismo, o carreirismo, etecetera. Mas graças a Deus, nós vamos o próximo ano, se Deus quiser, ter a vista ad limina, para mim vai ser uma grande alegria poder encontrar também o Papa. Mas a presença dele, para mim, é importantíssima na minha vida pessoal e na vida da nossa Igreja.

Luis Miguel Modino

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