Na assembleia sinodal, o Papa Francisco ora e acompanha os povos indígenas do Equador

A preocupação com os conflitos, e especialmente com as vítimas, é uma constante na vida do papa Francisco. Isso foi expresso neste domingo no Ângelus, que encerrava a missa de canonização dos cinco novos santos, dentre eles Santa Dulce dos Pobres, onde ele disse: “junto com todos os membros do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, especialmente os do Equador, sigo com preocupação o que está acontecendo nas últimas semanas naquele país. Confio-lhe a oração e a intercessão dos novos santos, e tenho pena dos mortos e feridos. Encorajo-vos a buscar a paz social, com atenção especial às populações mais vulneráveis e aos direitos humanos”.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

Seguindo o expressado no domingo, o Papa Francisco, na manhã desta 2a. feira, 14 de outubro, no início dos trabalhos da assembleia sinodal desta segunda semana do Sínodo para a Amazônia, fez um gesto profundo com o Povo de Deus no Equador, que nos últimos dias vive uma situação de conflito.

Conforme relatado pelos membros do diretoria da Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, de dentro da assembleia sinodal, na oração que ocorre todos os dias no início de cada sessão, o Papa Francisco nesta manhã, “em um gesto muito profundo, para dar sentido à oração do dia e enquadrar o processo sinodal, ele expressou sua completa solidariedade com o povo de Deus no Equador. Suas palavras de consolo encorajam a paz sincera, mas, acima de tudo, expressam sua profunda dor pelas vidas perdidas”.

O papa Francisco “falou com firmeza e sem deixar dúvida que ele estende a mão aos povos indígenas que foram violentados”, conforme relatam de dentro da assembleia. Mais uma vez, o Papa, do Sínodo da Amazônia, cuja assembleia conta com representantes dos povos originários do Equador e do resto dos países da região amazônica, “junto aos povos indígenas e à diversidade eclesial reunida, expressa que está do lado dos povos”.

Nesses diálogos no Equador, que começaram nas últimas horas, “deve ser levado a sério o que o Papa solicitou de forma intensa e profunda”, segundo a REPAM. Nesse sentido, “devemos dar prioridade ao pedido dos povos da Amazônia e à sua demanda por justiça, para que as vidas perdidas não sejam em vão”. Nas suas palavras à assembleia sinodal, “o Papa Francisco pede solidariedade e encontrar verdadeiros caminhos de paz e justiça”, segundo as fontes consultadas. Dessas palavras do bispo de Roma, “todos os crentes no Equador, na Amazônia e no mundo somos chamados a dar as boas-vindas às suas palavras”, insistem na diretoria da REPAM.

Nas palavras do Papa à assembleia sinodal, resumem-se seus sentimentos e seu desejo: “confiamos a nossa Mãe os irmãos equatorianos que foram mortos nos dias de hoje, feridos, perseguidos, presos, que ela ponha a paz e os acompanhe neste momento de tanto sofrimento, especialmente entre os povos indígenas do Equador “.

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