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Para retomar a caminhada. Nossa missão. Marcelo Barros

Para retomar a caminhada. Nossa missão. Marcelo Barros

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Jesus nos diz que não estamos nessas lutas apenas porque somos de esquerda (nós somos), nem porque somos transgressores por natureza (muitos de nós somos), mas estamos nessa caminhada por missão. Nesse primeiro domingo de julho, no Brasil, acontecem várias romarias e peregrinações tradicionais como a de Trindade em Goiás e a do Bom Jesus da Lapa, nas margens do agonizante São Francisco, no sertão da Bahia. Também, a cada ano, nessa época do começo de julho, um grupo ecumênico de peregrinos sai a pé em peregrinação de Recife a algum local que guarde a memória das lutas e do martírio do povo, como Canudos na Bahia ou a Serra da Barriga em Alagoas onde, no século XVII, se estabeleceu o quilombo dos Palmares. Nesse ano, a peregrinação é pelas estradas e caminhos de Alagoas. No Brasil, desde
“Escutar o povo amazônico, se deixar abalar pelo clamor, pela história de sua paixão”, uma necessidade do Sínodo, afirma o jesuíta Victor Codina

“Escutar o povo amazônico, se deixar abalar pelo clamor, pela história de sua paixão”, uma necessidade do Sínodo, afirma o jesuíta Victor Codina

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"só ouvindo o povo da Amazônia poderemos conhecer sua verdade, uma verdade que não é expressão simplesmente racional de sua visão de mundo, mas seu sentimento-pensamento, sua vida, seu sofrimento" Padre Victor Codina. Uma das novidades do pontificado do Papa Francisco é a escuta, dimensão muito presente no Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia. O Padre Victor Codina fazia ver isso aos participantes de um dos vários seminários que estão acontecendo em preparação ao Sínodo para a Amazônia e que foi realizado em Roma na semana passada. Em seu discurso, que foi intitulado "Amazônia, Ver e Escutar", o jesuíta ressaltou a importância de incrementar a escuta ao método tradicional de ver, julgar e agir, insistindo que "a Igreja no sínodo quer ir um passo além, escutar os povos ama
A Sociedade atual e as Igrejas. Marcelo Barros

A Sociedade atual e as Igrejas. Marcelo Barros

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A sociedade contemporânea é marcada pela diversidade cultural e por seu caráter laical. Isso é bom e necessário para uma boa convivência de todos. De fato, não há sentido em uma religião querer dar normas morais ou pretender dominar a sociedade. No entanto, muitas vezes, o caráter laical da sociedade tem como expressão a tendência de restringir a religião ao âmbito privado da consciência de cada um. Isso vai contra a natureza de todas as religiões antigas que vêm de sociedades gregárias e se expressam sempre em formas comunitárias. Uma sociedade pluralista pode ser laica sem ser anti-religiosa e deve se abrir a todas as dimensões culturais dos diversos grupos, inclusive suas expressões religiosas. O importante é que todos os grupos religiosos se respeitem uns aos outros e se insiram na s
Coragem, sou eu, não tenhas medo!” (Mt 14,27) “Simpósio Teológico” em preparação ao Sínodo para a Amazônia Paulo Suess

Coragem, sou eu, não tenhas medo!” (Mt 14,27) “Simpósio Teológico” em preparação ao Sínodo para a Amazônia Paulo Suess

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Ao propor aos povos amazônicos como sujeitos da inculturação, assumimos a orientação do Papa Francisco para “superar a rigidez de uma disciplina que exclui e distância, por uma sensibilidade que acompanha e integra” (IL 126b; AL, 297 e 132). “Coragem, sou eu, não tenhas medo!” (Mt 14,27) era o lema do nosso "Simpósio Teológico" em preparação ao Sínodo para a Amazônia, realizado entre os dias 24 e 26 de junho em Roma. Na terceira parte do nosso "Relatório final" propusemos: Que o Sínodo inicie seu trabalho assumindo uma tripla conversão (cf. IL 5, 102, 103): - A conversão pastoral de uma Igreja que quer ser samaritana e profética (Exortação Apostólica Evangelii Gaudium). - A conversão ecológica (ecologia integral proposta pela Encíclica Laudato Si). - A conversão sinodal (Constituiçã
Integrantes das CEBs/MT participam de curso sobre Projeto Popular para o Brasil

Integrantes das CEBs/MT participam de curso sobre Projeto Popular para o Brasil

- OESTÃO, Destaque, Destaque News
É preciso conhecer a formação do Brasil e sentir-se parte de sua história para poder transformá-lo. Essas são algumas lições tiradas da primeira etapa do Curso Realidade Brasileira-Mato Grosso (CRB-MT), que ocorreu no sábado (29) e domingo (30). As atividades foram realizadas no Centro de Formação e Pesquisa Olga Benário Prestes (Cecape), que fica no Assentamento Dorcelina Folador, entre os municípios de Várzea Grande e Jangada. Lideranças de CEBs/Regional Oeste 2 estiveram presentes no curso, partilharam suas experiências e conheceram integrantes de várias organizações populares. Cerca de 80 pessoas participaram das atividades, que incluíram palestra, trabalhos em grupos, socializações, cantos, noite cultural e brincadeiras com as crianças. Entre as organizações presentes estava
 “O Sínodo é uma verdadeira ocasião para a mudança necessária e desejada na Igreja e seu modo de ser no mundo”, afirma Mauricio López

 “O Sínodo é uma verdadeira ocasião para a mudança necessária e desejada na Igreja e seu modo de ser no mundo”, afirma Mauricio López

- NORTÃO, Articulação Continental, Destaque, Destaque News
Todo Sínodo tem uma perspectiva universal, dimensão presente no Sínodo para a Amazônia, que de 6 a 27 de outubro terá sua assembleia sinodal no Vaticano. Nesse sentido, Mauricio Lopez, Secretário Executivo da Rede Eclesial Pan-Amazônica, reconheceu esta semana passada em Roma que é " um Sínodo que vai muito além da territorialidade sobre a qual se determinou". Sem perder o foco principal, porque "isso poderia diluir sua possibilidade de produzir as mudanças e perspectivas necessárias para responder a esta realidade em particular que tanto necessita de uma conversão no modo de presença eclesial", Mauricio Lopez sublinhou a importância de "sua relevância, sua pertinência e, sobretudo, sua capacidade de ser verdadeiro anúncio de boa notícia em meio a circunstâncias tão complexas de fragilid
A Leitura Popular da Bíblia em um Contexto de  Opressão e  Fundamentalismo Religioso

A Leitura Popular da Bíblia em um Contexto de Opressão e Fundamentalismo Religioso

- NORDESTÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
A leitura da Bíblia deve ser popular, a partir dos pobres, em uma hermenêutica comunitária, livre das manipulações ditatoriais do sistema religioso pautados em dogmas que aprisionam e oprimem as pessoas. Nos tempos difíceis em que vivemos, onde a injustiça e a barbárie encontram lugar de destaque, urge rever a maneira como estamos lendo a bíblia hoje. Primeiro, devemos partir do princípio de que a bíblia é um livro do povo. A bíblia não foi escrita para uma classe privilegiada, exclusiva, para interpretes profissionais em exegese, nem para líderes religiosos. A bíblia é um livro popular, onde todas e todos são chamados à uma leitura comunitária, a partir dos pobres e com os pobres, sujeitos que protagonizam os Evangelhos, principalmente na experiência libertadora do Jesus de Nazaré. A
Apostolicidade em uma Igreja sinodal. Marcelo Barros

Apostolicidade em uma Igreja sinodal. Marcelo Barros

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A apostolicidade da Igreja seria fazer com que ela se pareça com Jesus em sua forma de ser, de crer e de agir. Igreja Católica, a festa dos apóstolos Pedro e Paulo é das mais importantes, porque esses apóstolos são considerados padroeiros da Igreja de Roma. Conforme antiga tradição, ali estão os seus túmulos. No Catecismo, se ensina que a Igreja tem como características ser Una, Santa, Católica e Apostólica. Ela é apostólica porque vem dos apóstolos e é fiel ao que os apóstolos ensinaram. O problema é que, no decorrer dos séculos, esse “vir dos apóstolos e ser fiel ao que eles ensinaram” foi compreendido de forma quase mecânica – um bispo validamente ordenado que ordena um novo bispo. Assim, teria se mantido e até hoje se mantém uma linha histórica que viria desde os apóstolos. Na real
“O mundo não tem fronteiras, nós as colocamos”, entrevista com o Padre Andrés Arcila

“O mundo não tem fronteiras, nós as colocamos”, entrevista com o Padre Andrés Arcila

- NORTÃO, Articulação Continental, Destaque, Destaque News, Entrevista
Gostaria de agradecer a todas as Igrejas da América Latina que abriram não apenas suas fronteiras, mas deram a si mesmas a oportunidade de viver as obras de misericórdia através de todos os gestos que tiveram. Padre Andrés Arcila é Vigário Geral da Diocese de El Tigre, Venezuela, um país onde a migração se tornou uma realidade muito presente. Conhecer a situação dos migrantes venezuelanos é o que o levou a viajar no Brasil. Em sua visita, ele descobriu que, em muitos casos, a situação não é fácil, ele chega falar de "uma situação de depressão, de desespero". Diante dessa realidade, a Igreja venezuelana tenta ajudar, os venezuelanos que estão fora do país e aqueles que estão no próprio país, especialmente idosos e crianças, vítimas de uma situação que é improvável que tenha uma solução
Dom Pedro Casaldáliga, o semeador da esperança. Ana Tavares

Dom Pedro Casaldáliga, o semeador da esperança. Ana Tavares

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Biógrafa do lendário bispo de São Félix do Araguaia narra a experiência de se aproximar de um sacerdote das causas humanitárias Todos nós precisamos de referências. E, de várias formas, somos moldados a partir de um conjunto de exemplos. A família, os amigos, os professores, os líderes religiosos com os quais temos contato desde cedo fazem parte de um mosaico que define quem somos e seremos. Optar por ser biógrafa e escolher personagens é querer oferecer peças para este mosaico, é querer que aquelas vidas retratadas levem ensinamentos para outras vidas. Escolher Pedro Casaldáliga é querer semear esperança. No entanto, espalhar este ingrediente num Brasil tão desesperadamente carente dele não foi premeditado. Em 2015, quando me lancei na aventura de biografar o lendário bispo do