Catorzinho: Relatório das plenárias é apresentado aos participantes

Na manhã deste domingo foi apresentada uma síntese dos trabalhos das miniplenárias do Catorzinho das CEBs.  A atividade foi realizada na praça Araucária, ginásio poliesportivo do Colégio Marista de Londrina, e cerca de 400 pessoas participaram. Após um momento inicial de oração, foi lido um documento escrito com base no registro feito pelos relatores presentes em cada um dos grupos de discussão. Os apontamentos revelaram a percepção das comunidades sobre os desafios cotidianos e as ações que já vêm sendo desenvolvidas nos bairros e paróquias. Também foram listadas propostas de intervenção para o enfrentamento dos desafios urbanos relacionados às diferentes temáticas.

A Ir. Solange Martinez explicou a importância da divulgação dos resultados: “todos nós só pudemos estar em uma das plenárias, mas a troca de ideias foi muito rica em todas elas”. As discussões dentro das miniplenárias foram feitas no primeiro dia do evento e contemplaram os seguintes temas: Os desafios da mobilidade, Movimentos e organizações sociais e populares, Ecologia e cuidado ambiental, Pluralismo: ecumenismo e diálogo inter-religioso e A questão da violência e da segurança. Este último chamou atenção, pois abordou diversas formas de violência, inclusive aquelas que são silenciadas, como por exemplo a violência nos espaços de trabalho, a violência psicológica e física contra as mulheres, a violência no trânsito, o bullyng nas escolas e a exclusão dos mais pobres.

Após a apresentação do relatório, foi aberta a Fila do Povo, dando oportunidade aos participantes para manifestar opiniões e fazer questionamentos. O Pe. Osvaldo dos Santos, da Diocese de Jacerezinho, foi uma das pessoas a pedir a palavra. Ele procurou esclarecer que os padres, em muitos dos casos, não são formados para apoiar e atuar em questões populares. Por isso, pediu que as comunidades cobrem de seus párocos as atitudes de liderança que desejam. “Se cobrarem e insistirem, todos os padres poderão tomar mais iniciativas e trabalhar melhor, de acordo com as necessidades das comunidades. Se não, o padre acha que está tudo certo e se acomoda”, declarou. Para ele, a exposição das questões debatidas nas plenárias foi positiva: “nos ajuda a colocar luz sobre os desafios que estão presentes na vida das CEBs e também na vida de toda a sociedade brasileira”.

Nathalia Maciel Corsi

Jornalista – MTB/PR: 0010477
Especialista em Jornalismo Literário
Mestranda em Comunicação na Universidade Estadual de Londrina

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