2ª Carta às Comunidades: “Vejam! Eu vou criar novo céu e uma nova terra” (Is 65,17ss)

Carta às Comunidades nº 02 Rondonópolis, 23 de dezembro de 2019.

 

Estimadas comunidades eclesiais espalhadas e organizadas no Brasil e na América Latina!

No mês de agosto do corrente ano enviamos uma 1º Carta às Comunidades falando sobre o trem das CEBs que está a Caminho de Rondonópolis e apresentando o tema: “CEBs: Igreja em saída na busca da vida plena para todos e todas” e o lema “Vejam! Eu vou criar novo céu e uma nova terra” (Is 65,17ss). Nesse mesmo espírito de aprendizado contínuo e na renovação da Esperança de vivenciarmos um processo de construção do Reino de Deus, que vai se fazendo na história do seu Povo, mantenhamo-nos Fiéis a Jesus Cristo, ao Evangelho, à Igreja, e a partir de Jesus Cristo, testemunhemos a prática da partilha, da celebração, da troca de experiência, da avaliação, do respeito às diferenças, da tolerância, da interação com o outro, do exercício do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, da vivência da igualdade, da abertura para aprender com o outro e com o atual momento histórico da humanidade. E, em profunda comunhão com nosso querido Papa Francisco, assim como São João Batista, ousemos profeticamente apontar para uma Igreja em saída, expressão desenvolvida na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, que vem se tornando significativa e interpelante na vida pastoral da nossa amada Igreja.

Nos desafios do tempo presente, com a Alegria Evangélica, façamos nossas Comunidades ser espaço de participação pela forma de acolhimento, de partilha, de respeito pelo diferente, pela mútua ajuda. Vamos imprimir junto aos nossos irmãos e irmãs a cultura do encontro, das lideranças como serviço, da valorização da leitura da Palavra de Deus, da Eucaristia, da caridade, de catequese vivencial, de atendimento aos adultos, da juventude, dos grupos de família, dos grupos bíblicos, das rezas da devoção popular. Com um olhar mais humano e crítico do momento atual vamos discernir o que constrói a pessoa humana na sua dignidade e com maior frequência nas rodas de conversa insistir nos questionamentos: Como vai a nossa comunidade? O que tem de bom, o que está faltando? Nossa comunidade é aberta ao diálogo, à acolhida? Como vamos fortalecer a comunidade?

Recentemente o Sínodo para a Amazônia (04 a 27 de outubro de 2019) nos deu uma grande força. No nº 36 do documento final, ensina: “As comunidades eclesiais de base foram e são um dom de Deus às Igrejas locais da Amazônia. No entanto, é necessário reconhecer que, com o tempo, algumas comunidades eclesiais se acomodaram, enfraqueceram ou até desapareceram. Mas, a grande maioria permanece perseverante e é o fundamento pastoral de muitas paróquias. Hoje, os grandes perigos das comunidades eclesiais provêm principalmente do secularismo, do individualismo, da falta de dimensão social e da ausência de atividade missionária. Portanto, é necessário que os pastores encorajem todos e cada um dos fiéis ao discipulado missionário. A comunidade eclesial deve estar presente nos espaços de participação nas políticas públicas onde se articulam ações para revitalizar a cultura, a convivência, o lazer e a festa. Devemos lutar para que as “favelas” e as “villas miseria” tenham os direitos fundamentais básicos garantidos; água, energia, moradia e promoção de uma cidadania ecológica integral. Instituir o ministério de acolhida nas comunidades urbanas da Amazônia para a solidariedade fraterna com migrantes, refugiados, desabrigados e pessoas que deixaram as áreas rurais”.

O Secretariado do 15º Intereclesial das CEBs, em suas reuniões tem em sua agenda o olhar sobre as comunidades, a redescoberta, a valorização, a formação de lideranças de base, a característica das comunidades como comunhão, partilha, promoção humana, transformação da sociedade, igreja viva, ministerial.

As CEBs são comunidades, uma reunião de pessoas que vivem na mesma região, tem uma mentalidade de comunhão pastoral e possuem a mesma fé. São eclesiais, porque estão unidas e são estruturas da Igreja. São de base porque em usa maioria são constituídas de pessoas das classes populares. As CEBs são uma nova forma de organizar. Buscam que a Paróquia seja uma Rede de Comunidades menores, onde os membros possam estabelecer laços comunitários e sólidos entre si.

O Papa Francisco nos convidou a olhar para o Presépio como um SINAL ADMIRÁVEL. Inspirados pelo Deus que nasce no meio dos pobres, como pobre, possamos estar juntos/as daqueles/as que neste momento da história estão na manjedoura sem nenhuma proteção. Almejamos um abençoado Natal, com o anuncio de “Paz na terra à humanidade”. Que o Jesus de Nazaré, nascido de Maria seja o caminho de vida e alegria, de viver em comunidade solidária. Novo ano abençoado com muita disposição, de muita comunhão, de muitos sonhos e de muitas realizações.
Para roda de conversa: Como animar a comunidade? E a formação na comunidade? Como atrair os jovens para a experiência de comunidade? E como fazer as CEBs se tornarem visíveis no modo de ser da comunidade de paroquia?

Com abraço fraterno,

Rinaldo Cardoso Meira Secretariado 15º Intereclesial das CEBs

Dom Juventino Kestering Bispo de Rondonópolis-Guiratinga

 

 

Acesse a 2ª Carta às Comunidades 2019 e divulgue na sua comunidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.