Lideranças de comunidade participam de formação sobre Sínodo em Cuiabá/MT

Texto: Fabrício Assis. Fotos: Diogo Vicente e Kako Valdiná. (Paróquia Divino Espírito Santo)

Enquanto o Sínodo da Pan-Amazônia está sendo realizado em Roma, lideranças populares da igreja em Cuiabá (MT) aprendem melhor o que significa este assunto.

Foi o que ocorreu na Comunidade Cristo Redentor, bairro CPA 3-Setor 5, paróquia Divino Espírito Santo. A atividade foi realizada na terça-feira à noite (15) com a presença de lideranças das oito comunidades da região.

Integrantes da Pastoral do Migrante também participaram da formação. Confira galeria de fotos ao final do texto.

O Sínodo da Pan-Amazônia é uma grande reunião entre o papa Francisco e bispos de países que têm a floresta amazônia em seu território (Brasil, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa e Suriname). O objetivo é refletir e tomar decisões sobre a presença espiritual e social da igreja na região.

A atividade foi conduzida por Marilza Schuina, da Comissão Nacional de Formação do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB).

Ela contou o histórico do Sínodo, inspirado pelo papa Francisco a partir da encíclica Laudato Si´ (Sobre o Cuidado da Casa Comum), publicada em 2015. Nesse documento o papa fala do respeito que cada uma e cada um de nós deve ter com o planeta Terra, que é a casa onde vivemos.

Em seguida foi transmitido um vídeo que mostra as comunidades ribeirinhas, povos indígenas e vários outros grupos sociais da Pan-Amazônia. Também há falas de lideranças do clero, como o cardeal brasileiro Cláudio Hummes, que é presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). Você pode conferir o vídeo logo abaixo.

Depois Marilza detalhou as informações recolhidas pela Repam junto aos povos da floresta entre janeiro de 2017 e junho de 2018, que estão baseando as discussões do Sínodo em Roma.

Ela se concentrou na parte 3 do Documento de Trabalho do Sínodo: “Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças”. Entre os assuntos destacados, a presença de missionários indígenas para atender a região da Pan-Amazônia, a promoção de uma liturgia com base nas culturas amazônicas e o papel de uma igreja profética, que defenda a natureza e os povos da floresta.

Marilza também chamou a atenção para não cairmos nas armadilhas de grupos conservadores que atacam o papa e o Sínodo nas redes sociais. A nossa melhor ferramenta é nos informar através das pastorais sociais, lideranças populares e pessoas envolvidas na construção do Sínodo.

Integrantes das CEBs participaram ativamente da formação

2 Comments

  • Urbano Ribeiro dos Reis

    Bravo!!! Todas às paróquias deveriam em princípio divulgar e ensinar que Sínodo da Amazônia é um estudo para integração da fé. Nada a temer ou a esconder. Os bruços(as) são contrários pois não sabem o que é. Vamos divulgar.

  • Osmar Nascimento de Moraes

    Parabéns para os participantes dste, importante e esclarecedor encontro sobre o Sínodo; Que sirva de exemplo para tantas outras Comunidade, Pastorais e Movimentos da nossa Igreja.

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