SOLIDARIEDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA!

Por Marilza Chuína, da Arquidiocese de Cuiabá/MT.

Em Cuiabá, assim como em todo o Brasil, as Comunidades Eclesiais de Base têm expressado sua solidariedade com o outro, a outra, em tempos de pandemia. Uma das formas dessa expressão é a arrecadação e distribuição de alimentos, máscaras e materiais de higiene. A Paróquia Divino Espirito Santo (Arquidiocese de Cuiabá), em parceria com a articulação das Comunidades Eclesiais de Base, o Centro de Pastoral para Migrantes e a Pastoral Social, atenderam mais de 1.000 famílias.

Diante da pandemia muitas pessoas foram perdendo sua fonte de renda e grande parte não conseguiram acesso ao benefício emergencial. Somente pela solidariedade do nosso povo cuiabano e entidades parceiras foi possível o atendimento a estas famílias em situação de vulnerabilidade.

A solidariedade em tempos de pandemia é algo grandioso e bonito de ser ver, pois todos querem contribuir de alguma forma. Tivemos outros atos e gestos concretos como “os amigos de Francisco” e a articulação das CEBs com os almoços para a população em situação de rua e distribuição de kits de higiene; as costureiras da comunidade que se dispuseram a produzir máscaras para as famílias; semanalmente no Centro de Pastoral para Migrantes são distribuídas cestas básicas para as famílias migrantes.

Uma outra ação foi a criação pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, numa parceria com o Movimento Ação e Cidadania e diversas entidades organizadas em vários grupos de trabalho: indígenas, Equipamentos de Proteção individual (EPI), articulação e arrecadação, comunicação e organização. Cada pessoa ou entidade participa no grupo de sua afinidade e junto com a arrecadação de alimentos, cobertores, fraldas, material de limpeza e higiene pessoal que são distribuídos nas periferias de Cuiabá e Várzea Grande. São realizadas reflexões com as comunidades sobre a situação política do país, onde o governo não tem se preocupado com a vida da população. Nesse sentido esse debate é proposto à população, também com a atuação do Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho com denúncias para que os trabalhadores da saúde possam ter os EPIs, tratar da vulnerabilidade da população indígena entre outras.

O que se vê por todas as partes são iniciativas de comunidades, movimentos pastorais e sociais, universidades e outras instituições trabalhando para acolher e cuidar do outro e da outra, para que haja vida plena para todos e todas.

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