CEBs Regional Leste II – Colegiada

          A Igreja, herdeira e continuadora da presença ativa e militante do Deus bíblico, do qual Jesus é o seu rosto visível e sua melhor expressão, com os excluídos e marginalizados, promotora da inclusão humana e social.                                                                                                        

Desde seu início, as Comunidades Eclesiais de Base – Cebs, floresceram mais entre as populações simples e pobres, os mesmos que na Bíblia ocupam uma posição privilegiada e centralizada como os preferidos da manifestação da misericórdia de Deus, aquele que toma a sua defesa por serem os desamparados e muitas vezes os injustiçados.

A Igreja, herdeira e continuadora desta presença ativa e militante do Deus bíblico, do qual Jesus é o seu rosto visível e sua melhor expressão, tem o dever ético de oferecer a todos os excluídos e marginalizados sua presença e sua voz, fazendo-se defensora da justiça e promotora da inclusão humana e social.

Não fechando os olhos ante a grave situação de insegurança, saúde, moradia, educação, desemprego, em especial diante da necessidade de contribuir na emancipação e empoderamento das massas subjugadas em vista do momento presente, diante do caos social criado pelas elites e sustentado pelos MCS, para o qual querem empurrar o Brasil, só nos resta o recurso da mobilização social.

 No dia 23 de junho do presente, os membros da colegiada do regional leste II, estados de Minas Gerais e Espirito Santo, em preparação do 14° intereclesial que se realizará em janeiro de 2017, na cidade de Londrina, acolhidos em Belo Horizonte, na Paróquia Santo Antônio de Venda Nova, com a presença de representantes das sete micros de Minas Gerais e representante do Estado do Espirito Santo, fomos acolhidos, e, informados que o acompanhante do regional em nome dos bispos, é o Pe Antônio Campos Pereira – Pe. Tonhão, diocese de Luz.

Ansiosos na participação do intereclesial que proporciona troca de experiencia, e que busca encontrar novas formas de viver os desafios do mundo urbano e rural. As fichas de inscrição do intereclesial foram entregues, partilhado o trajeto dos ônibus e os símbolos que serão utilizados. Visando o fortalecimento e, em vista de construção da caminhada, foi planejado os encontros de ampliadas e colegiada para o ano de 2018, bem como, definida a data para o 8° encontro mineiro, e que o próximo lestão será realizado no estado do Espirito Santo.

Preocupados com a continuidade das informações, foi definido os participantes da colegiada e reafirmando a presença de dois jovens, escolhidos no encontro do ano passado, que participariam dos encontros das ampliadas e colegiada do regional leste II, eles informaram sobre o projeto que estão viabilizando para o próximo ano.

Tratou-se ainda, sobre a relevância da comunicação, dos avanços do site Cebs do Brasil, da importância do seminário de comunicação, realizados pelo secretariado e Nordestão. E uma rica partilha de caminhada, bem como, um documento das Cebs do Espirito Santo foi explanado e enviado referido documento via whattzap e e-mail.

Vivenciando o espirito das CEBs de impulso renovador, manifestado de forma crescente nos anos 50 e 60 do século 20, os tempos se tornaram maduros para uma nova consciência histórica e eclesial, sendo pela emergência de um novo sujeito social na sociedade brasileira, o sujeito popular, que ansiava à participação; e, pela emergência de um novo sujeito eclesial, portador de uma nova consciência na Igreja. Ele ansiava participar ativa e corresponsavelmente da vida e da missão da Igreja. Esse sujeito provoca novas descobertas e conversões pastorais (CNBB 25,7).

Assim, possamos revigorar e restaurar as relações de reciprocidade, de modo a favorecer a reconstrução das estruturas da vida cotidiana, em um contexto social adverso. Ao acolher pastoralmente a população urbana, rural ou migrante em capelas e salões improvisados nos quais elas se sentissem “em casa”, a Igreja lhes ofereceu uma possibilidade de organizar-se autonomamente, quando as empresas e os poderes públicos só viam nela o potencial de mão-de-obra a ser empregada no processo de industrialização.

Confiantes de que um novo mundo é possível, Por sua capacidade de cuidar da formação da própria comunidade e de olhar, com compaixão, a realidade, as CEBs podem e devem ser cada vez mais escolas que ajudam “a formar cristãos comprometidos com sua fé; discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros” (DAp 178).

Colegiada das CEBs Regional Leste II, 23 de Junho de 2017

      Magda Melo

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