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Pés na Estrada, Mãos na Massa: 2020 – Meus 40 Anos de Caminhada nas CEBs

Companheiro de caminhada José Reis, da Diocese de Luz em Minas Gerais nos conta sua história de 40 anos nas CEBs

Não poderia permitir findar o ano, sem compartilhar com os irmãos de fé a minha História de caminhada nas CEBs.

                O DESPERTAR DE UMA CONSCIENCIA CRÍTICA

                Pelos Meados da década de 70, assume a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Formiga, o jovem Padre Dorvalino.

Causou-me certo impacto, no alvorecer da minha juventude, seu estilo profético de anunciar o Evangelho, denunciando cruamente, debaixo das barbas da ditadura, as injustiças sociais. Apontava para a existência de uma estrutura de pecado social montada na América Latina. Tinha na sua percepção o salário mínimo enquanto injustiça institucionalizada. Denunciava o desmatamento ilegal e daí por diante.

Preparou a Paróquia para a Conferência de Puebla. Aqui não tínhamos sequer conhecimento acerca da Conferência de Medellín, ocorrida havia dez anos, onde a Igreja fez opção preferencial pelos pobres, na América Latina.

Vem alinhar – se a esse profeta, uma profetisa, irmã canadense, tão querida e amada pelos jovens de então, a Genô, que há pouco tempo partiu para a eternidade. Primeiro pontapé na minha conversão pastoral.

1979 – Sou seminarista sacramentino em Manhumirim. Padre Paulo, nas aulas de OSPB, arranca a venda de nossos olhos. E faz – nos enxergar os arcabouços da injustiça engendrada em nosso País. Segundo empurrão na minha conversão pastoral.

1980 – Agora “noviço rebelde” em Uberaba, em outra Congregação Sacramentina. Tenho a graça do convívio com Dom Benedito e com as irmãs dominicanas. Já sou CEBs e fundo a Comunidade da Vila Alfen Paixão.

A história dessa comunidade vocês conhecerão na 2ª parte desse relato.

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