38º ENCONTRO DIOCESANO DAS CEBs

 O cristão leigo é verdadeiro sujeito  à medida que: cresce na consciência de sua dignidade de batizado, assume de maneira pessoal e livre as interpelações da sua fé, contribui efetivamente na humanização do mundo, rumo a um futuro em que DEUS seja tudo em todos.

Aos dezenove dias do mês de fevereiro de 2017, iniciamos nosso 38 Encontro Diocesano de Comunidades Eclesiais de Base do Regional Oeste 2. No salão da paróquia São José Operário em Rondonópolis, como formação do documento 105 CNBB – Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade, nosso assessor Professor Adilson José Francisco.

As 7:00h da manhã do dia 19 de fevereiro começou nosso encontro diocesano de CEB’s com a chegada dos participantes, acolhida e credenciamento, logo depois dirigimos a Templo da paróquia para participar da celebração da Santa Missa presidida pelo Pe. Lothar, voltando da missa foi oferecido o café da manhã com animação do Pedro Neri, as 09:20 o coordenador Diocesano de CEBs Juvenal Paiva tomou a palavra para dar inicio ao encontro, logo em seguida chamou o anfitrião Pe. Lothar para dar as boas vindas que reforçou o nosso compromisso de cristão na igreja e na sociedade, logo depois Juvenal voltou a falar para uma mística, onde alguns participantes trouxeram placas que representa onde as Cebs estão (Sindicatos, Pastorais, MST, CPT, Associação de moradores, Indígena, Pastoral Sobriedade entre outras), após esse momento o Assessor Adilson tomou a palavra para dar inicio ao encontro, com o sal e Luz do mundo, acendendo a vela iniciou falando do evangelho do dia “Ser Santo como o Pai é”. Após a mística Juvenal tomou a palavra para apresentar as paroquias presentes.

O assessor iniciou a formação dizendo que esse encontro é um conjunto de vários acontecimentos da igreja juntos, como superação da cruz como Jesus superou a morte devemos estar vivos em nossa comunidade, citou a palavra de Apostolo Pedro “conhecer e tomar consciência da nossa fé” está junto para estudar um documento muito importante DOC. 105 CNBB, relatou que este documento era somente um estudo, porém, na 54 Assembleia Geral da CNBB tornou uma diretriz da nossa igreja, qual a nossa função?, Qual a nossa vocação? Qual deve ser a nossa espiritualidade onde vivemos! Qual é o especifico da nossa missão! Não apenas dentro da igreja, sobretudo na sociedade.

Metodologia deste documento: Ver, Julgar e Agir

Estrutura: 3Capitulos 1. Cristão Leigos e Leigas

Pediu a participação de todos no encontros, disse que há muito tempo a nossa igreja trabalha a função dos leigos, antes do Concilio Vaticano Segundo estava tudo na mão dos padres e até mesmo davam catequese, depois dessa época mudaram de opinião onde o povo é a Igreja de Deus. Em Medellin os leigos cumprirão mais cabalmente de fazer com que a igreja “aconteça” na tarefa humana e na história. Em Puebla Homens e mulheres da igreja no coração do mundo e homens e mulheres do mundo no coração da igreja, mas foi no DSD que apareceu a frase “Protagonistas da transformação da sociedade”. Doc. Aparecida n 213, Maior abertura de mentalidade dos leigos na igreja.

Capitulo1, Nós somos leigos protagonistas, nossa igreja não somos uma escadinha, temos organização e hierarquia, somos comunhão e todos somos chamado a participação, a Igreja é “POVO DE DEUS”, nossa igreja se forma no Batismo, presença viva do Espirito em nós, após a renovação conciliar o leigo se fortalece como a Formação do Conselho Nacional do Laicato do brasil, participação nos conselhos da paroquias CPP e CPC, existem em nossa diocese paroquias que não existem e que na quarta urgência da nossa diocese o Bispo pede para criar e onde tem fortalecer, pois somos redes de comunidades de comunidades. A tendência a considerar que o leigo quase exclusivamente para os serviços interiores da igreja, os leigos devem ficar de cabeça erguida, não devemos baixar a cabeça, Sal da terra e luz, muitos ministérios e lideranças que acham que é poder. Cuidar com devocionismo nas comunidades, pois existem situações que nos afasta da presença de Deus. Essas espiritualidades que serviram para um tempo, mas que hoje é outra realidade, não podemos voltar para a caverna, Deus nos deu pernas e braços para sermos cidadãos na igreja e na sociedade.

Ver o mundo globalizado que nos cerca, hoje em nossa cidade apenas 2,5% das pessoas moram na área rural, o mundo em desenvolvimento tudo é pensado em desenvolver a economia, porém hoje quem fica com o ônus são os pobres, estudos da CF 2017 estudando sobre os Biomas, movimentando econimia com trafico de drogas, tráficos humanos entre outros acontecimentos nesse contexto de desenvolvimento. Existe diferença entre a nossa importância no mundo globalizado, que a tecnologia nos ajuda, porém não podemos viver um mundanismo, não podemos perder o pé no chão, pois onde teu pé pisa sua cabeça pensa, reza, tudo isso com responsabilidade social. Um dos maiores desafios nossos é viver o individualismo e isolamento da sociedade, não podemos perder elementos importante da nossa história, não podemos deixar os espaços eclesiais deixar de servir a Eclésia, o risco da pluralidade é que cada um fique em seu quadrado, mas católico tem que se envolver na missão, igreja em saída.

Ler o texto doc. 105 em 4 janelas:

Leigo é sujeito eclesial, Jesus nos convida a sermos sujeitos livres e responsáveis, a Pratica de Jesus é tornar as pessoas sujeito, é nos colocar donos do nosso destino, livres, capaz das nossas escolhas, duas palavras que nos torna sujeito, liberdade e corresponsabilidade, a Igreja é corpo de Cristo. Fé da igreja que pelo batismo nos tornemos cristão, filhos e filhas de DEUS, somos incorporado ao corpo de Cristo, Deus pode fazer tudo sozinho, mas quer contar conosco, que pelo batismo nos tornemos sacerdote do sacerdócio de Cristo.

Sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor a sua igreja, servir aos seus irmãos e irmãs permanecer no segmento de Jesus, na escuta obediente a inspiração do Espirito Santo, ter coragem criatividade ousadia para ser testemunho de Cristo,

O cristão leigo é verdadeiro sujeito  a medida que: cresce na consciência de sua dignidade do batizado, assume de maneira pessoal e livre as interpelações da sua fé, contribui efetivamente na humanização do mundo, rumo a um futuro em que DEUS seja tudo em todos.

Há situações que devemos trocar DEUS por DEUS, não estar na igreja não significa que não estava na presença de DEUS, estando amparando em leitos de hospitais, idosos, sendo o sal da terra e luz do mundo, por quantas vezes deixamos de ir a missa para eucaristia e fazemos a nossas obrigações no mundo externo, muitas vezes DEUS se faz em gente, difícil é reconhecermos, o cristão encontra alguns entraves para vivencia de sua fé de modo integral. Nossa diocese hoje quer dividir as responsabilidade e atender a quatro urgências, sendo uma delas – comunidade rede de comunidades, formar mais ministros para levar a palavra a mais fieis.

Vale ressaltar que esteve conosco o nosso bispo Dom JuventinoKestering, Padre Lothar (anfitrião), padre Francis, e padre João Henrique.

O encontro faz parte do nosso calendário pastoral anual, e aconteceu depois de várias reuniões e articulações com as diversas paróquias, da cidade e de outras foranias, sendo que estiveram presentes oitos paróquias da Diocese.

Diocese de Rondonópolis-Guiratinga, 19 de fevereiro de 2017.

Juvenal Paiva da Silva

Coordenação diocesana das CEBs