CATORZINHO. Plenária ecologia e cuidado ambiental

CATORZINHO IRÁ DISCUTIR CAUSAS DE CRISE AMBIENTAL
E FORMAS DE PRESERVAR RECURSOS NATURAIS

 

Nos dias 15 e 16 de julho diferentes temáticas serão debatidas nas plenárias do Catorzinho, evento preparatório para o 14º Intereclesial das CEBs. Entre os temas, terá destaque a discussão sobre ecologia e cuidado ambiental. Para o biológo Cristiano Medri, professor do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o evento será um importante instrumento de conscientização. “As CEBs são estruturas importantes dentro da Igreja e da sociedade, representam uma grande parte da população e levarão informações que precisam chegar a todos”, comentou.

A plenária sobre ecologia terá duas vertentes de discussão. Uma primeira parte da conversa será dedicada a questionar o atual modelo de desenvolvimento. Os participantes terão, assim, a oportunidade de refletir a maneira como as cidades estão organizadas, de que maneira consomem os recursos naturais e que impactos têm provocado. “Nós temos um modelo que demanda crescimento a todo momento; dentro do sistema capitalista, os países precisam sempre crescer, a economia precisa crescer, isso parece infinito, só que o planeta não é infinito”, avaliou a professor de biologia, que será assessor da plenária –  “estamos queimando de maneira muito rápida uma poupança que foi criada pelo planeta ao longo de muito tempo; utilizamos recursos numa capacidade maior do que o planeta consegue reciclar”.

Depois de esclarecer às pessoas para que entendam as causas da atual crise ambiental, a segunda parte da conversa terá como propósito pensar em ações que possam ser desenvolvidas a nível local para otimizar a utilização dos recursos naturais, seja individualmente ou enquanto comunidade. Um exemplo dado pelo professor Cristiano Medri é a ideia de um projeto de extensão, que envolveria a participação de alunos e professores da UEL, para viabilizar a restauração de uma bacia hidrográfica urbana. Segundo ele, o córrego Baroré, que fica entre o Jardim Tókio e o Jardim Hedy, apresenta problemas de lixo, contaminação da água, esgotos clandestinos e vegetação degradada. Porém, se a comunidade abraçasse a causa, juntando-se à universidade e ao poder público, seria possível desenvolver ali um projeto de restauração ambiental e, ainda, de aproveitamento do local pela população. “É possível desenvolver pistas de caminhada, locais de contemplação da natureza, iluminação e até mesmo uma horta comunitária”, apontou.

A mensagem principal a ser transmitida é que as comunidades podem se unir para planejar ações em pequena escala, visando melhorar o próprio local onde vivem. É importante, por outro lado, não perder de vista que existe um problema macro a ser resolvido a longo prazo, que consiste em pensar em um modelo de desenvolvimento que seja mais sustentável, o que precisa passar por discussões e intervenções de educação.

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