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CEBs do Regional Leste 2 fortalecem caminhada sinodal e protagonismo das juventudes em Ampliada Regional

CEBs do Regional Leste 2 fortalecem caminhada sinodal e protagonismo das juventudes em Ampliada Regional

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Regional Leste 2 da CNBB realizaram, entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026, em Belo Horizonte (MG), sua Ampliada Regional, reunindo representantes das comunidades para três dias de espiritualidade, formação, escuta, partilha e planejamento da caminhada.

A programação abordou temas fundamentais para a missão das CEBs, como sinodalidade, participação sociopolítica, protagonismo das juventudes, comunicação e sustentabilidade, além dos preparativos para o 16º Intereclesial das CEBs do Brasil, previsto para julho de 2027.

O encontro também foi dedicado à avaliação das equipes e representações regionais, à identificação de desafios e à construção de compromissos para fortalecer a presença das comunidades nos diferentes territórios de Minas Gerais.

Sinodalidade e desafios da evangelização

Na sexta-feira, 16 de outubro, após a acolhida e a mística de abertura, Dom Paulo Peixoto, bispo referencial das CEBs do Regional Leste 2, conduziu uma formação sobre as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e os desafios da evangelização no contexto atual.

A reflexão destacou a importância de uma Igreja sinodal, missionária e comprometida com a realidade do povo, reforçando a necessidade de fortalecer a participação comunitária e a corresponsabilidade na missão evangelizadora.

No sábado, 17 de outubro, a programação teve continuidade com uma análise de conjuntura sociopolítica e eleitoral, assessorada por Liliam Daniela. A atividade proporcionou reflexões sobre a democracia, a participação cidadã e o compromisso cristão com a transformação da sociedade.

À noite, Fred Santana Rick conduziu uma roda de conversa sobre as eleições, favorecendo o diálogo e a partilha de percepções sobre o cenário político brasileiro à luz da fé e do compromisso sociopolítico das Comunidades Eclesiais de Base.

Juventudes e preparação para o 16º Intereclesial

As juventudes tiveram espaço específico na programação, com momentos de formação, escuta e apresentação de propostas, contando com a contribuição de Hosana.

As atividades reforçaram a importância de reconhecer os jovens como protagonistas da vida comunitária, ampliando sua participação nos processos de reflexão, organização e missão das CEBs.

A Ampliada também dedicou atenção aos preparativos para o 16º Intereclesial das CEBs do Brasil, que acontecerá entre os dias 20 e 24 de julho de 2027, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.

Com o tema “CEBs: caminhando com as juventudes, na alegria do Evangelho, a serviço do Reino”, o encontro nacional propõe fortalecer o diálogo entre gerações e renovar a caminhada comunitária, valorizando a contribuição das juventudes para o presente e o futuro das CEBs.

Durante a Ampliada, também foram discutidas a agenda regional de 2027 e a preparação para o 10º Encontro Mineiro das CEBs, previsto para 2028.

Avaliação, organização e sustentabilidade

Ainda no sábado, os participantes avaliaram o trabalho desenvolvido pelas equipes e pelas representações das microrregiões e províncias eclesiásticas. A atividade permitiu identificar desafios e perspectivas para melhorar a articulação das comunidades e fortalecer os processos de acompanhamento regional.

No domingo, 18 de outubro, após a Celebração Eucarística, a programação foi dedicada à reflexão sobre a organização das CEBs nos âmbitos nacional e regional.

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O diálogo reafirmou a identidade das Comunidades Eclesiais de Base como um jeito de ser Igreja fundamentado na Palavra de Deus, na vida comunitária, na participação corresponsável e no compromisso com os empobrecidos e excluídos.

A comunicação e a sustentabilidade das CEBs também integraram os debates, considerando suas dimensões humana, pastoral e financeira. As reflexões apontaram para a necessidade de fortalecer os meios de articulação, a continuidade das atividades e as condições que sustentam a missão das comunidades.

Compromissos para a continuidade da caminhada

A programação foi concluída com uma plenária de construção coletiva e a elaboração do Plano de Compromissos 2026–2027, reunindo encaminhamentos para orientar a atuação das CEBs do Regional Leste 2 no próximo período.

Entre as prioridades reafirmadas estão o fortalecimento das comunidades, a formação e renovação de lideranças, a ampliação da participação das juventudes e a continuidade da dimensão profética das CEBs.

A Ampliada também destacou a importância de manter articuladas a fé e a vida, a espiritualidade e o compromisso com a justiça social, reconhecendo as comunidades como espaços de escuta, formação, participação e serviço.

Inspiradas pelo lema do 16º Intereclesial, “Levanta-te, brilha, pois chegou a tua luz!” (Is 60,1), as CEBs do Regional Leste 2 seguem sua caminhada de preparação, fortalecendo a comunhão entre as comunidades e o compromisso com uma Igreja sinodal, participativa e missionária, a serviço da vida e do Reino de Deus.

Fonte: CEBs do Regional Leste 2 – MG

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A primeira palavra é: MISERICÓRDIA Misericórdia, vem de duas palavras do latim, explicava ele: misereri e significa — ter piedade, sentir a dor do miserável cor, cordis — significa coração Ou seja: ter o coração tocado pela dor do outro. Miseris cordis A outra palavra que aprendi com Padre Daniel é COMPADECER , que também é uma palavra composta, que vem do latim compati : com — junto pati — sofrer Ou seja: sofrer com o outro. Isso significa que para o cristianismo, não é possível ser misericordioso, se antes, não tiver compaixão, se não se compadecer!! Isso não é uma teoria. Não é um discurso. É uma prática religiosa imposta aos seguidores de Cristo. Só se é cristão e cristã, se compreender essa premissa! É exatamente aí que entra o nosso querido Tomé. Porque, no fundo, não é apenas ele que duvida. BExiste um Tomé dentro de cada um de nós. Um cristianismo que exige prova, que pede milagre, que precisa “ver para crer”. Um cristianismo que só acredita quando pode tocar a ferida com os próprios dedos das mãos. E, é aqui está a contradição central do nosso tempo: seria aqui o ponto X da polarização? Muitos cristãos e cristãs dizem crer — mas não se compadecem. Muitos professam fé — mas não têm misericórdia. E não são misericordiosos porque não tem capacidade de se compadecer! No direito, chamaríamos isso de premissa maior e premissa menor! Sem a primeira, não há como buscar a segunda! Muitos falam em Jesus — mas não se incomodam com a dor do outro, o que forma uma fé egoísta, individual e rasa. E talvez essa seja a forma mais profunda de incredulidade. Porque acreditar na Ressurreição não é aceitar um fato extraordinário. Isso é fácil! Crer na Ressurreição de Cristo, significa assumir uma consequência radical (que vai a raiz): se Cristo vive e venceu a morte, então o sofrimento do outro não pode ser ignorado, porque Deus não ignorou o sofrimento de Cristo e Lhe deu a vitória sobre a morte! 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E talvez seja esse o maior ensinamento deste domingo: a fé verdadeira não nasce da ausência de dor, mas da capacidade de reconhecer a dor do outro como lugar de encontro com Deus. Por isso, o chamado que esse domingo nos faz é simples e, ao mesmo tempo, profundamente exigente: Menos milagre e mais misericórdia. É da misericórdia que nasce o Milagre! Menos prova e mais compaixão. É da partilha entre os pobres, com a dor dos oprimidos que nasce a libertação! Menos discurso em púlpitos de Igrejas que se transformam em palanques eleitorais e mais compromisso com políticas públicas que emanciam o povo. Ou seja, menos Welington Bezerra e mais Júlio Lancelotti! Porque, no fim das contas, não é o Tomé que duvida que está em risco. Somos nós — quando deixamos de sentir, de nos compadecer, de nos deixar tocar pela dor do mundo e de sermos misericordiosos. **Toninho Kalunga é Leigo Orionita, membro da Fraternidade Leiga Charles de Foucald e fundador do Núcleo Nacional da Teologia da Libertação POLÍTICA E RELIGIÃO, participa da Paróquia Santo Antonio, na Granja Viana, no Santuario São Luís Orione, em Cotia.

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