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“Igresia que camina con Espíritu y desde los pobres

“Igresia que camina con Espíritu y desde los pobres

“IGLESIA QUE CAMINA con ESPÍRITU y DESDE los POBRES” Amerindia

Publicado em 23/03/2017 às 09h56

AMERINDIA PUBLICA EL VOLUMEN II DE “IGLESIA QUE CAMINA con ESPÍRITU y DESDE los POBRES.” La obra recoge los contenidos de los talleres y de las comunicaciones científicas del II Congreso Continental de Teología Como expresión de las búsquedas colectivas de un grupo de cristianos y cristianas de América Latina y el Caribe, comprometidos con la “opción por los pobres”, las 580 páginas del segundo volumen de Iglesia que camina con Espíritu y desde los pobres dan cuenta de las temáticas de los talleres y de la s comunicaciones científicas que tuvieron lugar durante el II Congreso Continental de Teología, organizado por Amerindia –con el apoyo de varias instituciones– en Belo Horizonte (Brasil).  La obra reúne a 44 autores de todo el continente, de distintas generaciones y disciplinas, que abordan varias alternativas para hacer posible en estos tiempos “la Iglesia de los pobres”, a partir de diversas miradas (urbana, indígena, migrante, jóvenes, creación, educación, vida religiosa, ‘bien vivir’, martirio, CEB, entre otras), y desde algunas perspectivas interdisciplinares en torno a tres ejes de reflexión: Pueblo de Dios, Pneumatología, y Reforma de la Iglesia.  Este segundo libro, editado por la Fundación Amerindia, complementa y amplía los alcances del primer volumen impreso –próximo a agotar su primera edición–, que contiene las conferencias pronunciadas durante el Congreso. De este modo, desde una mirada de conjunto, los volúmenes I y II recogen y multiplican los aportes de más de 60 académicos –teólogos y pastoralistas la mayoría–, que apuestan por una “Iglesia que camina con Espíritu y desde los pobres”.  Tal como afirma la religiosa mexicana Socorro Martínez Maqueo, coordinadora continental de Amerindia, “en un tiempo de fuerte transición y de cambios de paradigmas no debería resultar extraño que la Iglesia Pueblo de Dios se pregunte sobre su propia  necesidad de reformarse, de cambiar de acuerdo con los signos de los tiempos y que en ello se tenga presente los clamores y derechos de los pobres y excluidos”.  En este sentido, esta publicación da resonancia a la invitación del papa Francisco a “entrar en un proceso decidido de discernimiento, purificación y reforma” (EG 30) que apunte a desentrañar, anunciar y secundar la presencia liberadora del Reino de Dios en el seno de la historia, superando la tentación a la auto-preservación institucional y redescubriendo la fuerza transformadora de lo pequeño y de los pequeños, en consonancia con los propósitos del Congreso.  Por último, una buena noticia para quienes están interesados en adquirir el volumen II de “Iglesia que camina con Espíritu y desde los pobres”, es que ya se encuentra disponible para DESCARGAR GRATIS, al alcance de un clic.  Acceda al sumario y descargue el libro digital “Iglesia que camina con Espíritu y desde los pobres. Talleres y Comunicaciones científicas” (Volumen II): http://www.amerindiaenlared.org/biblioteca/10529/iglesia-que-camina-con-espiritu-y-desde-los-pobres-talleres-y-comunicaciones-cientificas-libro-digital.    II CONGRESSO CONTINENTAL DE TEOLOGIA 2016  Caminheiras e Caminheiros    Na força do Espírito e guiado pelo Ressuscitado,  segue o Povo de Deus em Caminhada. Em afro clamor, qual nova Myriam com tamborim em punho,  novo êxodo libertário se faz. Mulheres, crianças, operários e jovens a nova economia, de fraternal partilha, teimosamente espalham – cinco pães e dois peixes. Ao centro, em andinas mão, a Palavra proclamada, ruminada, alargando horizontes, inspirando o labor e a festa, a mística e a militância. Enfim, os pobres da terra, recolhendo as sobras da opulência sinalizam o cuidado com a mãe Terra. O fundo, em cores rubras, as mesmas dos povos originários da Pátria Grande e do sangue de seus mártires, evocando o cenário continental da Indo Afro América. Os mesmos clamores, dos pobres da terra e da Patchamama em dores do parto, ungidos pelo voo do Espírito. A cima, a selva de pedra, de urbanas casas e verticais moradas, de todos os dramas e desafios. A baixo, a selva de rios e árvores, dos peixes amazônicos – tambaqui, pirarucu…, da lhama e do condor andinos, do tatu do fundo da terra e de todos os pássaros, do quetzal insurgente a toda prisão. Todos mirando o Sol, Novo Dia, da Esperança maior contra toda esperança.  Luís Henrique Alves Pinto | Varginha – MG (Brasil)

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O DOMINGO DA MISERICÓRDIA… E O TOMÉ QUE EXISTE EM CADA UM DE NÓS Por: Toninho Kalunga Neste domingo, celebrado nas igrejas católicas do mundo inteiro como o Domingo da Misericórdia, somos convidados a revisitar um dos episódios mais provocadores do Evangelho: a dúvida de São Tomé. É o momento em que a Ressurreição de Jesus já aconteceu, mas nem todos conseguem acreditar. E Tomé, com sua honestidade desconcertante, afirma aquilo que muitos pensam, mas poucos têm coragem de dizer: “Se eu não vir… se eu não tocar… eu não acredito.” Talvez seja exatamente por isso que esse domingo nos incomode tanto. Porque ele revela algo profundo sobre nós e nosso tempo. Vivemos um tempo em que os interesses econômicos e políticos das elites resolveram dar um nome elegante para uma realidade brutal: chamaram de “polarização” aquilo que, na prática, tem apenas um polo ativo muito claro — a extrema direita. É nela que o projeto que organiza o ódio, naturaliza a desigualdade e transforma a dor do outro em instrumento de poder, sai do campo da teoria e vai para a prática destruidora e ceifadora de vidas. A pergunta é: onde está o outro lado polarizador? Porque, para que haja polarização deveria haver dois pólos! Mas há apenas um!! O lado dos que atacam os direitos humanos, os que impedem avanços nos direitos da classe trabalhadora, como o debate da escala 6×1 e a exploração das plataforma de aplicativos que chegam a ficar com 40% do valor do arrecadado pelos trabalhadores, entre tantos outros exemplos. E é justamente nesse contexto que o Evangelho nos chama a olhar para algo que parece cada vez mais distante do nosso mundo. A misericórdia . Que é também a única fonte capaz de enfrentar essa situação de uma polarização inexistente, que cega e faz com que os trabalhadores e trabalhadoras se incomodem mais com o fato de ricos pagarem impostos, do que em ver seus próprios próprios direitos serem diminuidos. Por isso, é necessário questionar… dentro desta suposta polarização onde está a misericórdia. . Ao encontrar a resposta, ela te levará ao confronto com os poderosos que sempre foram privilegiados, que não aceitam serem julgados e quando julgados e condenados, sempre buscam um jeito de serem anistiados! Bem ao contrário dos pobres que apodrecem nas cadeias sem direitos e sem manobras! Mas o que é, afinal, misericórdia?? Lembro-me de um padre da minha juventude, chamado Daniel Balzan, que tinha uma capacidade impressionante de nos ensinar o Evangelho, em suas homilias e formações, a partir do significado, da etimologia (origem) das palavras. E duas delas nunca mais saíram de mim. A primeira palavra é: MISERICÓRDIA Misericórdia, vem de duas palavras do latim, explicava ele: misereri e significa — ter piedade, sentir a dor do miserável cor, cordis — significa coração Ou seja: ter o coração tocado pela dor do outro. Miseris cordis A outra palavra que aprendi com Padre Daniel é COMPADECER , que também é uma palavra composta, que vem do latim compati : com — junto pati — sofrer Ou seja: sofrer com o outro. Isso significa que para o cristianismo, não é possível ser misericordioso, se antes, não tiver compaixão, se não se compadecer!! Isso não é uma teoria. Não é um discurso. É uma prática religiosa imposta aos seguidores de Cristo. Só se é cristão e cristã, se compreender essa premissa! É exatamente aí que entra o nosso querido Tomé. Porque, no fundo, não é apenas ele que duvida. BExiste um Tomé dentro de cada um de nós. Um cristianismo que exige prova, que pede milagre, que precisa “ver para crer”. Um cristianismo que só acredita quando pode tocar a ferida com os próprios dedos das mãos. E, é aqui está a contradição central do nosso tempo: seria aqui o ponto X da polarização? Muitos cristãos e cristãs dizem crer — mas não se compadecem. Muitos professam fé — mas não têm misericórdia. E não são misericordiosos porque não tem capacidade de se compadecer! No direito, chamaríamos isso de premissa maior e premissa menor! Sem a primeira, não há como buscar a segunda! Muitos falam em Jesus — mas não se incomodam com a dor do outro, o que forma uma fé egoísta, individual e rasa. E talvez essa seja a forma mais profunda de incredulidade. Porque acreditar na Ressurreição não é aceitar um fato extraordinário. Isso é fácil! Crer na Ressurreição de Cristo, significa assumir uma consequência radical (que vai a raiz): se Cristo vive e venceu a morte, então o sofrimento do outro não pode ser ignorado, porque Deus não ignorou o sofrimento de Cristo e Lhe deu a vitória sobre a morte! A extrema direita, no Brasil e no mundo, tem uma coerência perigosa: a incoerência de se dizer cristã enquanto nega, na prática, os fundamentos do Evangelho. Vejam o que vemos em templos Evangélicos: Nos últimos tempos, Pastores e supostos líderes religiosos com candidatos de Extrema DIreita ajoelhado recebendo “bençãos” de um séquito de apoiadores cujo candidato defende milicianos, que matam e exploram o povo e que tem em sua plataforma política a defesa da exclusão, a legitimação da violência por parte da polícia e o desprezo pela dor dos pobres — e, ainda assim, reivindicam o nome de Cristo como referência de uma suposta defesa da família e da pátria e de Deus! Eles não polarizam. Eles tem apenas um lado! O lado da manipulação da fé e do culto ao poder em nome de uma suposta defesa de Deus (como se Deus precisasse de defesa) da pátria e da família. A pergunta polarizadora é: Que Deus? Que família? E que Pátria? Se essas perguntas não forem honestamente respondidas, aí, sim… mesmo dizendo que crêem, já deixaram de acreditar. Porque isso não é apenas uma contradição política. É uma ruptura espiritual. Não é sem razão que o Rio de Janeiro atravessa as crises que atravessa! Não é por caso que o Brasil, sob Bolsonaro, passou pelas misérias e dificuldades que passou. Isso é fruto da incoerência destes homens que dizendo ser cristãos, agem a favor de Baal ! Tenho convicção de que essa prática religiosa é uma contradição plena com a vontade de Deus e com os mandamentos do Evangelho! Por isso, o Evangelho de hoje não condena Tomé. Pelo contrário: Jesus se apresenta a ele, mostra suas feridas e o convida a acreditar. Mas há um detalhe decisivo. As feridas continuam ali, nas mãos, pés e lado de Jesus. O Cristo ressuscitado não apaga as marcas da cruz. E talvez seja esse o maior ensinamento deste domingo: a fé verdadeira não nasce da ausência de dor, mas da capacidade de reconhecer a dor do outro como lugar de encontro com Deus. Por isso, o chamado que esse domingo nos faz é simples e, ao mesmo tempo, profundamente exigente: Menos milagre e mais misericórdia. É da misericórdia que nasce o Milagre! Menos prova e mais compaixão. É da partilha entre os pobres, com a dor dos oprimidos que nasce a libertação! Menos discurso em púlpitos de Igrejas que se transformam em palanques eleitorais e mais compromisso com políticas públicas que emanciam o povo. Ou seja, menos Welington Bezerra e mais Júlio Lancelotti! Porque, no fim das contas, não é o Tomé que duvida que está em risco. Somos nós — quando deixamos de sentir, de nos compadecer, de nos deixar tocar pela dor do mundo e de sermos misericordiosos. **Toninho Kalunga é Leigo Orionita, membro da Fraternidade Leiga Charles de Foucald e fundador do Núcleo Nacional da Teologia da Libertação POLÍTICA E RELIGIÃO, participa da Paróquia Santo Antonio, na Granja Viana, no Santuario São Luís Orione, em Cotia.

O Domingo da Misericórdia, celebrado pela Igreja Católica no segundo domingo da Páscoa, é o ponto de partida do