Seminário CEBs e os Desafios de ser Igreja no Mundo Urbano

SEMINÁRIO CEBs e os Desafios de ser Igreja no Mundo Urbano Promovido Setor CEBs da CNBB e ISER Assessoria- Regional Sul

ISER ASSESSORIA E SETOR CEBs da CNBB PROMOVE SEMINÁRIO PARA OS REGIONAIS SUL I, SUL II E SUL III

CEBs e os Desafios de ser Igreja no Mundo Urbano

Entre os dias 19 e 21 de maio de 2017 acontece o  primeiro SEMINÁRIO DE ASSESSORES E ASSESSORAS DAS CEBs, promovido pelo SETOR CEBs da CNBB E ISER ASSESSORIA. O encontro  acontece em  Curitiba Pr, – Santuário de Nossa Senhora de Salete. Participam as CEBs Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.Trazemos aqui dois relatos do primeiro dia do seminário:

Ressuscitar a Esperança 

Chegamos na chuva fina, viemos de todo canto. Por guia, o Espírito Santo, por sonho o Reino de Deus. Como irmãos, filhas e filhos seus, entramos no Instituto, indignados e de luto, por tanta esperança morta. Sendo acolhidos na porta, nos quartos bem alojados, com o almoço saciados, nos reunimos na sala. O símbolo, o silêncio, a fala, toda a espiritualidade, somos a comunidade, na Igreja, a base e a ternura. Assim foi a abertura, com o Salmo, o Evangelho, e o Pinhão, antes da apresentação, a Gralha Azul semeou. O ISER se apresentou, trinta e cinco anos queimou, como uma vela, a servir, muito caminho a seguir, muitos outros percorridos. Entre abraços repartidos, nas pastas, crachás e canetas, escrevemos nas tarjetas, as expectativas trazidas. Depois de coladas e lidas, e organizadas por temas, a trouxe os problemas, os avanços e os resultados, das CEBs nos quatro Estados, que juntas formam o Sulão. Testemunhas da ação, Igreja o velho e novo. Depois a fila do povo, aprofundou o debate, foi lindo ver o resgate, da história e da caminhada, as CEBs sempre alinhada, com o Vaticano II. Inserida neste mundo, nem contra e nem a favor, pisando em cima da dor, e semeando a esperança, se o clericalismo avança, a resistência é mais forte. Se a vida venceu a morte, e o amor venceu a jura, a Análise de Conjuntura, muitas ideias conjuntas, mais valem as novas perguntas, que velhas respostas dadas. E damos por encerradas, por hoje as atividades, sabendo que é nas cidades, que temos que ser felizes, nós somos os nossos juízes, ter fé é mais que ir à Igreja. Bem Dito, Louvado seja, o Deus que com nós caminha. É nossa, é tua, e é minha, a missão é de cada uma e de cada um, Cuidar da Casa Comum, sendo irmãos e companheiros, ressuscitando a Esperança.

Curitiba, 20 de Maio de 2017 –  Sábado

João Ferreira Santiago.

Teólogo, Poeta e Militante.

Como cada ponto de vista é a vista de um ponto, apresento a síntese do nosso primeiro dia do Seminário: “As CEBs e os desafios de ser Igreja no mundo urbano”.

Fomos muito bem acolhidos e apresentamos as alegrias e esperanças que trouxemos até aqui: lutas, resistências, ousadia e coragem. A Palavra de Deus nos iluminou com o mandamento do amor. Jesus, que nos chama de amigos, nos convoca a justiça: prática mais explicita do Amor.

Compreendemos porque estamos aqui. Fomos convidados pelo ISER e pelo setor CEBs da comissão episcopal para o laicato da CNBB para aprofundar a vivência das CEBs no mundo urbano, seguindo a proposta de Francisco, nosso papa. Precisamos estar unidos e articulados. Fazer aqui uma reflexão em mutirão a partir da base. Não estamos aqui por acaso, fomos indicados pelas nossas comunidades e regionais.

Tivemos uma profunda troca de experiências. A Liz nos apresentou a CEBs e sua história na Arquidiocese de São Paulo, sua história e realidade, a partir de Dom Paulo. Salete destacou como o neoliberalismo atingiu e atinge nossas comunidades, a importância da transformação das pessoas em agentes de transformação na Igreja e na sociedade, a tristeza das excessiva preocupação com a pastoral de conservação. Egídio apresenta a história das comunidades no Rio Grande do Sul, tendo como partida a referência do Ir. Antônio, Marista que realiza por conta o trabalho de conscientização política e formação de novas comunidades. Reneu apresentou a Igreja nas casa a partir da experiência de nucleação em São Miguel do Oeste e depois na Diocese de Chapecó em Santa Catarina, propondo uma novo eclesiologia.

Iniciamos a fila do Povo com provocações pertinentes e profundas. É preciso compreender os fatores que levaram a formação dos grandes centros urbanos. Sermos corajosos, ousados, Igreja Povo de Deus, sem divisão. Houve um distanciamento e esfriamento na questão política. Temos um território, uma eclesialidade, uma teologia e um sujeito. Nos afastamos das periferias e os pentecostais foram para lá. O neoliberalismo coloca medo nas pessoas e afasta as relações. É preciso ouvir Jesus e voltar para a Galileia, para periferia. A opção pelos pobres é condição para o seguimento de Jesus. Necessitamos de formação, alicerçada no método ver, julgar e agir. Fazer análises de conjuntura e assim buscar promover a participação ativa dos jovens. Precisamos visitar o passado com fonte e não como refúgio.

A noite começamos conhecendo a experiência de uma CEB ecumênica. Fomos motivados pela provocação de sermos uma Igreja em poliedro. Fomos lembrados que a assessoria não tem a missão de dar respostas, mas ajudar nas perguntas. Assim surge algumas questões, como podemos celebrar o contexto urbano? O mundo urbano requer de nós ousadia e não extensão da paróquia. Precisamos superar o preconceito com a cidade. É preciso fazer a experiência do acolhimento, acolher e cuidar.

Fomos inquietados por sombras como a clericalização e paroquialização de nossas comunidades. A globalização da indiferença. Vimos que muitos estão interessados na fé e não na Igreja, e assim deixam a instituição em busca de uma experiência de Deus. Há uma nova categoria de cristãos, aqueles que não tem igreja. São hoje no país 16 milhões de cristãos sem Igreja. A dicotomia campo versus cidade não nos ajuda. Precisamos ver os pontos positivos do mundo urbano. É preciso sentir com as pessoas, muitas vezes nossa voz não diz nada para muitos. Ser CEBs é usar a pedagogia do encontro, pedagogia de Jesus.

Concluímos vendo que a boa instituição está constantemente e permanentemente se renovando. Assim louvamos a Deus pela sexta-feira rica de partilhas, experiências, sonhos e expectativas iniciando nosso seminário.

Djonh Denys Souza dos Reis

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.