Delegados do Regional NE5 da CNBB já estão a caminho do 14ª Intereclesial das CEBs

14° Intereclesial das CEBs
Tema: CEBs e os Desafios do Mundo Urbano
Lema: “Eu vi…, eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”. (Ex 3,7)
23 a 27 de janeiro de 2018, Londrina-PR

 

Delegados do Regional NE5 da CNBB já estão

 A caminho Do 14ª Intereclesial das CEBs

Por Eanes Silva

 

100 delegados do Regional NE5 da CNBB, incluindo 2 indígenas do Povo Gamela já estão a caminho do 14ª Intereclesial das CEBs que inicia nesta terça-feira dia 23 na cidade de Londrina no Paraná.

Até o dia 27 de janeiro estão programadas atividades como palestras e trabalhos em grupos para refletir, partilhar e celebrar a vida, a caminhada, e a resistência das comunidades eclesiais, reafirmando assim a identidade e valores desse jeito bonito de ser Igreja do Brasil.

O evento espera receber 2.740 delegados (as) de todo o Brasil. 65 Bispos, além de convidados da Itália, Alemanha, França e movimentos sociais do Brasil.

Essa é a segunda vez que o Trem das CEBs percorre os trilhos da região Sul do Brasil. No ano de 1992, a cidade de Santa Maria-RS, acolheu os passageiros do Trem das CEBs para o VIII Encontro Nacional das Comunidades de Base, aonde na oportunidade foi refletido a temática – “Cebs, Povo de Deus renascendo das culturas oprimidas”. 

E desta vez, é o Estado do Paraná quem vai acolher as comunidades de todo o Brasil para refletir a temática “CEBs e os Desafios no Mundo Urbano”. E juntas Apontar e construir caminhos para que as comunidade que vivem isoladas nas periferias dos grandes centros urbanos, possam ser inseridas em uma comunidade mais participativa.

Denise Nunes, da Diocese de Viana, que representará a Pastoral da Juventude do Maranhão, participará pela primeira vez do Intereclesial das CEBs. A mesma diz que o encontro “será um espaço de partilha, motivação e encontro entre irmãos”. Denise deseja ainda, que o encontro das comunidades possa ser “um momento para o fortalecimento da missão de evangelização. E que o Cristo possa revitalizar nossas forças e que possamos ser fermento, sal e luz”.

Ir. Ana Amélia de Oliveira Miranda, da Diocese de Balsas, vai representando a CRB – Conferencia dos (as) religiosos (as) do Regional, a mesma já participou do Intereclesial em Canidé – CE, São Luis – MA, Ilhéus na Bahia e na cidade de Crato – CE. E mais uma vez Ir. Ana Amélia embarca em um dos vagões do Trem das CEBS, desta vez com destino à Londrina no Paraná. A mesma diz que “esta a caminho de mais este encontro das comunidades com muita alegria e esperança na força das CEBs, como Igreja viva que assume um profetismo coletivo”.

Ao perguntar o que ela espera do 14ª Intereclesial, com um olhar esperançoso ela fala “UM ENCONTRO DE IRMÃOS, unidade na diversidade, esperança de transformação deste nosso mundo, e, sobretudo olhando com carinho, ternura e dinamismo esta realidade urbana, sem perde de vista a questão dos povos indígenas, da migração e do meio ambiente”.

Adriana Aleixo de Sena, vai participar do 14º Intereclesial representando a Pastoral da Criança Regional. A mesma Participou do 13° Intereclesial na cidade de Crato Ceará. De acordo com ela “foi um momento de reflexão, estudo e fortalecimento para missão nas comunidades de base”. Para Adriana, as expectativas para o 14° intereclesial “é de aprofundamento das questões urbanas que nos desafia hoje. Que com certeza trará pistas de como podemos nos preparar melhor para evangelizar diante do contexto atual das comunidades (sociedade) ”.

José Óscar Mendonça indígena do Povo Gamela, diz que espera que neste encontro do Povo de Deus possa aprender com as experiências das demais comunidades e povos tradicionais que estarão presente no encontro.
Porque segundo o mesmo é a parti das experiências de lutas e resistência com as diversidades que as comunidades encontram força para seguir lutando por seus direitos à terra e a políticas. .
Óscar também fala das ameaças que o Povo Gamela vem sofrendo nesses últimos anos, e lembra o ataque do dia 30 de abril de 2017 na Aldeia Taquaritiua, município de Viana-ma, aonde indígenas tiveram braços, mãos e pernas decepadas. Alguns sofreram  golpes de facão na cabeça e outros foram atingidos por armas de fogo. O indígena afirma que na comunidade ainda tem patentes com balas alojadas no rosto. Ao lembrar do episódio, Oscar olha pra janela do ônibus em movimento, baixa a cabeça e com lagrimas correndo sobre o rosto diz que os indígenas foram salvos pelos seus Encantados.

É que essa experiência única no intereclesial das CEBs vai renovar suas forças para continuar lutando junto com seu povo nas comunidades indígenas e nas cidades quando vai em busca de saberes e direitos e  são excluídos  e discriminados.”

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