Lestão das CEBs

Encontro das Comunidades Eclesiais de Base do Regional Leste , o LESTÃO das CEBs.

Lestão das CEBs

Hoje, as CEB’s são apontadas como “um jeito de toda a Igreja ser”, um jeito de ser Igreja da maneira que Jesus quer.

Nos dias 21 a 23 de abril os representantes das CEBs do Regional Leste I e II, Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro, realizarão o grande Encontro das   Comunidades Eclesiais de Base: O LESTÃO  das CEBs. O  encontro  terá início  com a Romaria das Comunidades, a  concentração será  na Igreja Santa Cecilia, passando pelo Memorial dos Trabalhadores, seguindo para a Igreja Nossa senhora da Conceição, onde acontecerá a  Celebração Eucarística, juntamente   com  a comunidade local que será convidada a se somar nessa caminhada, na qual reafirmaremos nosso jeito de ser igreja, o jeito da Igreja ser! Faremos ecoar os nossos clamores  por justiça e direitos e fraternidade entre os povos.

“Aguardamos à todos (as) com alegria e esperança, para fortalecer a construção do Reino de Deus.”

Diocese de Barra do Piraí / Volta Redonda – RJ

Segue programação: FOLDER INSCRIÇÃO LESTÃO (2) Orientações: Os (as)  delegados (as) deverão:  Preencher a ficha de inscrição e efetuar o pagamento da taxa de inscrição e hospedagem.  A ficha deverá ser entregue até o dia 05/03/2017, juntamente com a taxa de inscrição e hospedagem, ao articulador das CEB’s de sua Diocese.  Taxa de inscrição e hospedagem valor R$50,00 (cinquenta reais). Conta para depósito: Banco do Brasil Agência – 2922-X  Conta corrente – 7613-9 Favorecido: Mitra Diocesana Barra do Piraí / Volta Redonda Enviar comprovante de depósito para: [email protected] Mais informações: Tel. (24) 3340- 2801 (Cúria Diocesana) [email protected] As CEB’s são Comunidades que reúnem pessoas na mesma igreja e que vivem unidas em torno da Palavra e da Eucaristia. São Eclesiais por serem constituídas por cristãos reunidos em razão da mesma fé e são de Base, pois as pessoas nelas se encontram em torno de objetivos comuns e trabalham juntas. Valorização especial é dada ao protagonismo dos leigos e leigas. Cada batizado/a é presença viva do Evangelho, na Igreja e no mundo onde vive, se relaciona e atua.

1º – 1975:  Vitória / ES – Uma Igreja que nasce do povo pelo         Espírito de Deus.

2º – 1976:  Vitória / ES – Igreja, Povo que caminha.

3º – 1978: João Pessoa / PB – Igreja, povo que se liberta.

4º – 1981: Itaici / SP – Igreja, Povo oprimido que se organiza para a libertação.

5º – 1983: Canindé / CE – Igreja, Povo Unido, semente de uma nova sociedade.

6º – 1986:  Trindade / GO – CEB’s, Povo de Deus em busca da Terra Prometida.

7º – 1989: Duque de Caxias / RJ – CEB’s povo de Deus na América Latina a caminho da libertação.

8º – 1992: Santa Maria / RS – CEB’s, Povo de Deus renascendo das culturas oprimidas.

9º – 1997: São Luiz / MA  – CEB’s, vida e esperança nas massas.

10º – 2000: Ilhéus / BH – CEB’s, Povo de Deus, 2000 anos de caminhada.

11º – 2005: Ipatinga / MG – CEB’s, espiritualidade libertadora: seguir Jesus no compromisso com os excluídos.

12º – 2009: Porto Velho / RO – CEB’s, Ecologia e Missão: do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia.

13º – 2014: Juazeiro do Norte / CE – Justiça e Profecia a serviço da vida e da Esperança.

14º – 2018: Paraná / PR – CEB’s e os desafios do Mundo Urbano.

Desde que surgiram as CEB’s foram apontadas como comunidades de fé, expressando “um novo jeito de ser Igreja”, tendo em vista a construção de uma nova sociedade. Elas não são movimentos, mas uma forma de ser da Igreja. Outra característica marcante da CEB’s é a ligação Fé e Vida. A fé, vivenciada a partir da espiritualidade cristã, numa prática de oração que leva ao testemunho dos valores do Evangelho na vida. Hoje, as CEB’s são apontadas como “um jeito de toda a Igreja ser”, um jeito de ser Igreja da maneira que Jesus quer.

 FICHA DE INSCRIÇÃO (Preencher os campos abaixo com letra legível)

Nome: _______________________________

Civil: _________________________________

Bairro: ________________________________

Cidade: _____________________ Estado:____

CEP: _________________________________

Telefone: ______________________________

E-mail: ________________________________

Data de Nascimento: ___/____/______

Formação Escolar: ( )1º Grau (  )2º Grau (  ) Superior

Diocese:_______________________________

Comunidade: __________________________

(  ) Leigo    (  ) Religioso(a) (  ) Padre    (  ) Diácono (  ) Seminarista

Por Magda Mello GT comunicação CEBs do Brasil/
Comunicação CEBs Regional Leste

 

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O DOMINGO DA MISERICÓRDIA… E O TOMÉ QUE EXISTE EM CADA UM DE NÓS Por: Toninho Kalunga Neste domingo, celebrado nas igrejas católicas do mundo inteiro como o Domingo da Misericórdia, somos convidados a revisitar um dos episódios mais provocadores do Evangelho: a dúvida de São Tomé. É o momento em que a Ressurreição de Jesus já aconteceu, mas nem todos conseguem acreditar. E Tomé, com sua honestidade desconcertante, afirma aquilo que muitos pensam, mas poucos têm coragem de dizer: “Se eu não vir… se eu não tocar… eu não acredito.” Talvez seja exatamente por isso que esse domingo nos incomode tanto. Porque ele revela algo profundo sobre nós e nosso tempo. Vivemos um tempo em que os interesses econômicos e políticos das elites resolveram dar um nome elegante para uma realidade brutal: chamaram de “polarização” aquilo que, na prática, tem apenas um polo ativo muito claro — a extrema direita. É nela que o projeto que organiza o ódio, naturaliza a desigualdade e transforma a dor do outro em instrumento de poder, sai do campo da teoria e vai para a prática destruidora e ceifadora de vidas. A pergunta é: onde está o outro lado polarizador? Porque, para que haja polarização deveria haver dois pólos! Mas há apenas um!! O lado dos que atacam os direitos humanos, os que impedem avanços nos direitos da classe trabalhadora, como o debate da escala 6×1 e a exploração das plataforma de aplicativos que chegam a ficar com 40% do valor do arrecadado pelos trabalhadores, entre tantos outros exemplos. E é justamente nesse contexto que o Evangelho nos chama a olhar para algo que parece cada vez mais distante do nosso mundo. A misericórdia . Que é também a única fonte capaz de enfrentar essa situação de uma polarização inexistente, que cega e faz com que os trabalhadores e trabalhadoras se incomodem mais com o fato de ricos pagarem impostos, do que em ver seus próprios próprios direitos serem diminuidos. Por isso, é necessário questionar… dentro desta suposta polarização onde está a misericórdia. . Ao encontrar a resposta, ela te levará ao confronto com os poderosos que sempre foram privilegiados, que não aceitam serem julgados e quando julgados e condenados, sempre buscam um jeito de serem anistiados! Bem ao contrário dos pobres que apodrecem nas cadeias sem direitos e sem manobras! Mas o que é, afinal, misericórdia?? Lembro-me de um padre da minha juventude, chamado Daniel Balzan, que tinha uma capacidade impressionante de nos ensinar o Evangelho, em suas homilias e formações, a partir do significado, da etimologia (origem) das palavras. E duas delas nunca mais saíram de mim. A primeira palavra é: MISERICÓRDIA Misericórdia, vem de duas palavras do latim, explicava ele: misereri e significa — ter piedade, sentir a dor do miserável cor, cordis — significa coração Ou seja: ter o coração tocado pela dor do outro. Miseris cordis A outra palavra que aprendi com Padre Daniel é COMPADECER , que também é uma palavra composta, que vem do latim compati : com — junto pati — sofrer Ou seja: sofrer com o outro. Isso significa que para o cristianismo, não é possível ser misericordioso, se antes, não tiver compaixão, se não se compadecer!! Isso não é uma teoria. Não é um discurso. É uma prática religiosa imposta aos seguidores de Cristo. Só se é cristão e cristã, se compreender essa premissa! É exatamente aí que entra o nosso querido Tomé. Porque, no fundo, não é apenas ele que duvida. BExiste um Tomé dentro de cada um de nós. Um cristianismo que exige prova, que pede milagre, que precisa “ver para crer”. Um cristianismo que só acredita quando pode tocar a ferida com os próprios dedos das mãos. E, é aqui está a contradição central do nosso tempo: seria aqui o ponto X da polarização? Muitos cristãos e cristãs dizem crer — mas não se compadecem. Muitos professam fé — mas não têm misericórdia. E não são misericordiosos porque não tem capacidade de se compadecer! No direito, chamaríamos isso de premissa maior e premissa menor! Sem a primeira, não há como buscar a segunda! Muitos falam em Jesus — mas não se incomodam com a dor do outro, o que forma uma fé egoísta, individual e rasa. E talvez essa seja a forma mais profunda de incredulidade. Porque acreditar na Ressurreição não é aceitar um fato extraordinário. Isso é fácil! Crer na Ressurreição de Cristo, significa assumir uma consequência radical (que vai a raiz): se Cristo vive e venceu a morte, então o sofrimento do outro não pode ser ignorado, porque Deus não ignorou o sofrimento de Cristo e Lhe deu a vitória sobre a morte! A extrema direita, no Brasil e no mundo, tem uma coerência perigosa: a incoerência de se dizer cristã enquanto nega, na prática, os fundamentos do Evangelho. Vejam o que vemos em templos Evangélicos: Nos últimos tempos, Pastores e supostos líderes religiosos com candidatos de Extrema DIreita ajoelhado recebendo “bençãos” de um séquito de apoiadores cujo candidato defende milicianos, que matam e exploram o povo e que tem em sua plataforma política a defesa da exclusão, a legitimação da violência por parte da polícia e o desprezo pela dor dos pobres — e, ainda assim, reivindicam o nome de Cristo como referência de uma suposta defesa da família e da pátria e de Deus! Eles não polarizam. Eles tem apenas um lado! O lado da manipulação da fé e do culto ao poder em nome de uma suposta defesa de Deus (como se Deus precisasse de defesa) da pátria e da família. A pergunta polarizadora é: Que Deus? Que família? E que Pátria? Se essas perguntas não forem honestamente respondidas, aí, sim… mesmo dizendo que crêem, já deixaram de acreditar. Porque isso não é apenas uma contradição política. É uma ruptura espiritual. Não é sem razão que o Rio de Janeiro atravessa as crises que atravessa! Não é por caso que o Brasil, sob Bolsonaro, passou pelas misérias e dificuldades que passou. Isso é fruto da incoerência destes homens que dizendo ser cristãos, agem a favor de Baal ! Tenho convicção de que essa prática religiosa é uma contradição plena com a vontade de Deus e com os mandamentos do Evangelho! Por isso, o Evangelho de hoje não condena Tomé. Pelo contrário: Jesus se apresenta a ele, mostra suas feridas e o convida a acreditar. Mas há um detalhe decisivo. As feridas continuam ali, nas mãos, pés e lado de Jesus. O Cristo ressuscitado não apaga as marcas da cruz. E talvez seja esse o maior ensinamento deste domingo: a fé verdadeira não nasce da ausência de dor, mas da capacidade de reconhecer a dor do outro como lugar de encontro com Deus. Por isso, o chamado que esse domingo nos faz é simples e, ao mesmo tempo, profundamente exigente: Menos milagre e mais misericórdia. É da misericórdia que nasce o Milagre! Menos prova e mais compaixão. É da partilha entre os pobres, com a dor dos oprimidos que nasce a libertação! Menos discurso em púlpitos de Igrejas que se transformam em palanques eleitorais e mais compromisso com políticas públicas que emanciam o povo. Ou seja, menos Welington Bezerra e mais Júlio Lancelotti! Porque, no fim das contas, não é o Tomé que duvida que está em risco. Somos nós — quando deixamos de sentir, de nos compadecer, de nos deixar tocar pela dor do mundo e de sermos misericordiosos. **Toninho Kalunga é Leigo Orionita, membro da Fraternidade Leiga Charles de Foucald e fundador do Núcleo Nacional da Teologia da Libertação POLÍTICA E RELIGIÃO, participa da Paróquia Santo Antonio, na Granja Viana, no Santuario São Luís Orione, em Cotia.

O Domingo da Misericórdia, celebrado pela Igreja Católica no segundo domingo da Páscoa, é o ponto de partida do