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Ribelino Ricopa: “a Igreja deve aprofundar na vida do povo, ver como aproveitar essa riqueza cultural”

Ribelino Ricopa: “a Igreja deve aprofundar na vida do povo, ver como aproveitar essa riqueza cultural”

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Um dos grandes desafios da Igreja na Amazônia é entender a vida e o pensamento dos povos indígenas, suas cosmovisões de mundo, tão distantes do pensamento ocidental, que ainda constitui o paradigma, quase exclusivo, entre os católicos. Você precisa ouvir, e deixar de lado ideias preconcebidas, que negam o que é óbvio para um indígena. "Um padre me disse, como uma árvore vai ser seu avô, ou como ele será o seu primo, ou como vai ser seu parente. Esse animal, como será a sua família, como vai proteger você, você é humano e ele é animal. Esse espírito como você vê, como você sente, é difícil ". Quem passou por essa situação é Ribelino Ricopa Alvis, indígena do povo Kukama, que vive no rio Marañon, no distrito de Parinari, Amazônia peruana. Catequista na comunidade, não hesita em dizer que
Marcivana Sateré: “mesmo vestidos, na cidade, com curso superior, somos índios”.

Marcivana Sateré: “mesmo vestidos, na cidade, com curso superior, somos índios”.

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“nos dias de hoje, o governo está empurrando os indígenas para as cidades, numa tentativa de esvaziar os territórios para favorecer os grandes projetos”. Junto com isso, quando chegam na cidade, “falta amparo legal, jurídico, para os indígenas" O Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, em conjunto com o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso convocou uma Conferência Internacional sobre religiões, de 7 a 9 de março, no Vaticano. O encontro pretende ser momento de reflexão sobre “Religiões e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. As religiões são desafiadas a contribuir na implementação dos objetivos do desenvolvimento sustentável, uma reflexão sempre presente no pensamento do Papa Francisco. Esse diálogo inter-religioso é fundamental, ainda mais se
Pensar em Políticas Públicas é garantir Direitos Humanos

Pensar em Políticas Públicas é garantir Direitos Humanos

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Falar em políticas públicas, tema da Campanha da Fraternidade 2019, nos leva a pensar em garantir direitos, especialmente para aquela parte da população que mais precisa. Sobre essa temática estão aparecendo, e devem aparecer, múltiplas reflexões, com diferentes enfoques. Pelo fato de morar na Amazônia, penso que poderíamos reflexionar a partir  dessa perspectiva, pois tudo aquilo que está presente na reflexão atual da Igreja da Amazônia, deveria ser focado no Sínodo para a Amazônia, um momento histórico na história da Igreja católica. Pela primeira vez um Sínodo reflete sobre a presença da Igreja numa região e sobre o cuidado dessa região e seus moradores como garantia de vida para a humanidade. Ao longo dos últimos anos, com um apoio significativo da Igreja católica, na maioria dos
“A Amazônia não precisa ser conquistada, nem desbravada, precisa ser respeitada”. Dom Evaristo Spengler

“A Amazônia não precisa ser conquistada, nem desbravada, precisa ser respeitada”. Dom Evaristo Spengler

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O sistema amazônico não funciona nos moldes de competição, funciona nos moldes de cooperação” Dentro do Seminário “Rumo ao Sínodo especial para a Amazônia: dimensão regional e universal”, que está sendo celebrado no Vaticano, de 25 a 27 de janeiro, o bispo da Prelazia do Marajó, Dom Evaristo Pascoal Spengler, pronunciou uma palestra onde abordou o tema, “Ecologia, Economia e Política”. Em sua intervenção, começava reconhecendo a ligação entre a política e uma “economia que mata”, expressão que aparece em Evangelii Gudium, 53, o que segundo o bispo, faz com que hoje vivamos em “uma sociedade dominada pelo mercado”, onde “tudo virou mercadoria”, onde “tudo pode ser levado ao mercado”, que “transformou o planeta Terra num grande mercado”. A consequência disso é a injustiça social e ecoló
“O garimpo continuando, daqui a uns anos, não vai prestar mais, não”, denuncia liderança Munduruku

“O garimpo continuando, daqui a uns anos, não vai prestar mais, não”, denuncia liderança Munduruku

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O Povo Munduruku, que, segundo eles, "sempre teve uma relação com a natureza e animais de forma harmônica e de respeito, pois todos os nossos animais e plantas são considerados como ancestrais”, vive hoje em meio a “conjunturas políticas que tem ameaçado toda nossa história, cultura e o direito a posse da terra”. Um dos grandes vilões na Amazônia é a mineração, que invade gradualmente todo o território, incluindo terras indígenas, que é proibido pela Constituição Federal, um documento que nos últimos tempos tornou-se papel molhado. A região do Alto Tapajós é habitada milenarmente pelo Povo Munduruku. Na atualidade, lá vivem cerca de 14.000 pessoas em 130 aldeias, veem como o garimpo invadiu sua terra, que está causando grande preocupação entre líderes indígenas. Em 2019, com a chegad
“Ajuda para uma evangelização sempre mais encarnada na realidade”, objetivo do Curso sobre Realidade Amazônica

“Ajuda para uma evangelização sempre mais encarnada na realidade”, objetivo do Curso sobre Realidade Amazônica

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Conhecer a realidade é fundamental na vida do missionário, isso ajuda a colocar os pés no chão, a se encarnar na vida do povo. Nas escutas aos povos, em preparação do Sínodo para a Amazônia, essa dimensão do conhecimento de tudo o que envolve a vida e missão na região foi recolhido em diversos momentos, mais uma prova da importância dessa atitude. De 10 de fevereiro a 1º de Março, 28 missionários e missionárias, chegados de nove países e que vão trabalhar em seis dioceses e prelazias do Regional Norte 1,  participam do Curso sobre Realidade Amazônica, organizado pelo Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia – ITEPES, de Manaus. Neste ano, tem como novidade a presença de pessoas das comunidades indígenas como participantes do curso. Um dos participantes é o Padre
Alberio Riascos: “homens casados, com um bom casamento, poderiam ser padres em sua comunidade”

Alberio Riascos: “homens casados, com um bom casamento, poderiam ser padres em sua comunidade”

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Os povos indígenas desfrutam a vida mais do que qualquer outro ser humano, diz o padre Albeiro Riascos, missionário colombiano que trabalha no Vicariato do Puyo, no Equador. O religioso pertence à Congregação dos Missionários Xaverianos de Yarumal, ele vê aqueles com quem ele vive como pessoas que se preocupam em "desfrutar a cada momento". Ser missionário em uma comunidade indígena é, acima de tudo, "compartilhar a vida cotidiana", que na opinião do Padre Alberio, "me faz sentir uma irmandade muito bonita com eles". Ao mesmo tempo, reconhece que essa presença, que é o que os povos indígenas mais pedem, não é fácil de realizar, dado o pequeno número de sacerdotes na Amazônia. Uma das possibilidades, segundo o missionário, é que "pode ​​ser o caso de algumas pessoas casadas, que têm um
Combate ao tráfico de pessoas, firme propósito da Igreja na Tríplice Fronteira do Rio Amazonas

Combate ao tráfico de pessoas, firme propósito da Igreja na Tríplice Fronteira do Rio Amazonas

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Nós não podemos fechar os olhos, temos que nos unir para cuidar das vidas das crianças, adolescente e jovens, e combater as ameaças para nossa vida, comunidades e território. As regiões fronteiriças apresentam problemas especiais. Juntamente com outros tipos de tráfico, especialmente armas e drogas, o tráfico de pessoas é um dos fenômenos que mais aparece. Essa realidade está muito presente na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região banhada pelo rio Amazonas, que não separa, mas une seus povos. Para combater este flagelo, que muitos definem como a escravidão do século XXI, surgiu a Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na Tríplice Fronteira, onde a vida religiosa tem um papel proeminente. Na rede participam Maristas, Lauritas, Jesuítas, Vicentinas, Franciscanos
Bispos alertam para os riscos de rompimentos de 45 barragens na Volta Grande do Xingu

Bispos alertam para os riscos de rompimentos de 45 barragens na Volta Grande do Xingu

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Os bispos do Xingu dom Frei João Muniz Alves e dom Erwin Kräutler (ex-presidente do Cimi), em carta pública, chamam a atenção da sociedade nacional para o que vem ocorrendo na Volta Grande do Xingu além de outras 45 barragens que correm o risco de romper, conforme mostra o Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA). Os bispos apontam que depois da Usina Hidrelétrica Belo Monte ter sido construída, com efeitos negativos para as populações tradicionais e moradores de cidades como Altamira, a empresa canadense Belo Sun pretende explorar as minas de ouro na Volta Grande do Xingu. “Se o projeto chegar a concretizar-se, ameaçará de modo dramático os sítios arqueológicos e afetará sensivelmente o ecossistema da região”. A Belo Sun vai explorar áreas às margens do rio Xingu, a apenas 14 km da
Amazônia: Por que querem frear a “Onda do Bem”?

Amazônia: Por que querem frear a “Onda do Bem”?

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Mas, graças a Deus, não há como estancar o grande rio apenas com uma pequena cuia, não é mesmo!? Por todos os “Chicos” e por todas as “Dorothys”! A Amazônia sempre serviu a interesses externos e secundários, seja pelos enfoques econômicos via integração comercial de exploração/exportação de matéria prima, seja pela ótica da soberania nacional com políticas desordenadas de controle e ocupação. Para as populações tradicionais da floresta e para própria biodiversidade, restaram historicamente apenas as consequências negativas dessa gananciosa relação entre governantes/empresários e a natureza. A Amazônia brinda o Brasil como o país com maior biodiversidade do mundo. Os seus mais de 240 povos indígenas representam a gênese de toda nossa riqueza cultural. Há anos tais populações resistem m