CEBs Regional NE 5 A Caminho do 14º Intereclesial das CEBs-Entrevista com Lourdes Nogueira, das CEBs e da Cáritas do Maranhão

“A expectativa é que o 14º Intereclesial seja um reforço para a vida política do Brasil, e que a gente retome nossas forças populares”

Lourdes Nogueira é baiana e mora no Maranhão há 48 anos. Sua infância na Bahia, em Itapetinga, já foi começando a vida de comunidade. Desde criança seus pais a encaminharam para uma vida de comunidade, em reunião com o povo, em serviços comunitários… Casou-se jovem, com 18 anos, e foi morar no Maranhão. Em Açailândia, Itinga, Imperatriz e, por último, está em São Luís. Assim que chegou naquele estado, começou a participar do clube de mães, catequese, missões… Passando por estudos de temas como: Puebla, Medellín… Lourdes é uma missionária por excelência!

Veja abaixo, entrevista com Lourdes Nogueira, das CEBs e da Cáritas do Maranhão:

Como está a preparação para o 14º Intereclesial das CEBs?

Muito boa! Em agosto, nós tivemos um encontro regional em São Luís, com representantes das doze dioceses. Dessas doze dioceses, só faltou uma. Eles não estavam presentes pelo fato de que estavam com uma atividade na diocese. Nós temos dois ou três representantes de cada diocese nessa equipe, que a gente chama de equipe regional das CEBs. Desse encontro cada um/a voltou para sua base e foi fazer encontros de formação nas dioceses. Agora em inicio de agosto, nós tivemos um encontro regional, que chamamos de quatorzinho, que a gente trabalhou com todo o Maranhão. Tinha mais de cem pessoas nesse encontro; que são os/as delegados/as. Com mais as pessoas das comunidades, participaram mais de 200 pessoas, nesse encontro. Foi muito bom. Fizemos o estudo de todos os temas do 14º Intereclesial. Já fretamos os ônibus e passamos a documentação das pessoas que irão para Londrina. Estão todos/as inscritos/as e preparados/as. Na luta e na esperança de que vai ser muito bom mais um encontro das CEBs. Nossa delegação irá em dois ônibus, com 50 pessoas em cada.

Qual é a expectativa em torno do Encontro das CEBs?

A expectativa é que seja um reforço. Eu espero assim, que seja um reforço para as CEBs, não só do Maranhão, mas para o Brasil inteiro. Que o nosso Brasil está precisando dar uma retomada, que a gente sabe que nos anos 60, 70 e até 90; as CEBs foram muito fortes e com uma estrutura onde elas deram reforço à vida política do Brasil. Depois teve essa recaída, essas coisas todas aí. A gente espera isso! Minha expectativa é que a gente retome essas forças populares.

O Maranhão ainda é um dos estados que mais têm Comunidades Eclesiais de Base?

Tem bastante, tem muita estrutura de CEBs no Maranhão. Não sei dizer quantas existem hoje. De fato, não temos hoje uma estrutura como era antes no interior. Mesmo assim, a região do brejo é muito forte em CEBs. De Caxias, subindo, até sair em São Luís, que a gente chama de região dos cocais. Quando a gente vai à reunião naquela região, dá gosto.

Têm bispos, padres e religiosas que são da linha de CEBs?

Têm. Dom Valdecir, por exemplo, ele é de pegar o tambor; ele canta, ele dança, ele vai pra luta com a gente. Ele é bispo da Diocese de Brejo. Valdecir é um dos mais fortes, entre outros, né? Tem dom Sebastião também; têm outros bispos que dão apoio, que acompanham. Tem dom Enemésio, de Balsas, que é muito forte, muito bom, está na base também, e, é muito humilde. Padres têm vários, a gente não tem nem como contar. Têm os padres João Paulo, Nadine, Nonato (Imperatriz). Têm muitos padres, assim, que estão na equipe, que caminham junto, que reforçam… As Ordens religiosas têm várias. Em Imperatriz, continuam as Terezianas, que estão juntas das CEBs. Todas as dioceses têm religiosas que acompanham e participam das Comunidades. A Marta Bispo, que é a coordenadora regional, ela não é mais freira; ela deixou a congregação, mas ela está aí, e a congregação de São José continua participando das CEBs, também. E têm muitas outras congregações que estão juntas, que apoiam.

Nessa delegação maranhense, que vai para o encontro em Londrina, têm índios, quilombolas, camponeses… ?

Têm sim. Estão todos juntos. As dioceses de Imperatriz, Grajaú e Viana, levam índios. Os quilombolas são mais para a região dos cocais. Todos esses vão participar do 14º em Londrina, se Deus quiser.

Por Francisco de Assis – Chico Malta JVC

Imagens CEBs do Brasil

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