CEBs de Itabira/Cel Fabriano: “Por uma Igreja com rosto Amazônico, pobre e servidora, profética e samaritana”

Nós da Equipe de Animação das CEBs do Regional 3 – Diocese de Itabira/Coronel-Fabriciano-MG  realizamos o nosso primeiro encontro desse ano em uma Casa onde todos nós fomos carinhosamente acolhidas/os. Abrimos a roda na rua rodeados de muito verde celebrando o Oficio Divino dedicado às Santas Mulheres. Oramos e  cantamos  a ciranda da Vida: “Essa ciranda não é minha não, ela é de todas nós, ela é de todos nós”.

Seguimos  recordando  que o  dia 14 de Março faz dois anos do martírio de Marielle Franco e também os 19 anos da   Jornada Nacional de Lutas contra as Barragens! Pelas Águas , pelos Rios e pela Vida, organizada pelo Movimento dos Atingidos pelas Barragens – MAB. Refletimos nesse encontro o Tema: Pacto das Catacumbas pela Casa Comum – Por uma Igreja com rosto Amazônico, pobre e servidora, profética e samaritana. Compartilhamos na roda de conversa os 15 desafios e clamores construídos pelos participantes do Sínodo da Amazônia em outubro de 2019/Roma. Relembrando o Pacto assinado em 1965 nas Catacumbas de Santa Domitila Roma, ao término do Concilio Vaticano II onde foi firmado o pacto da opção pelos pobres. Assimilados na época pelas Comunidades Eclesiais de Base.

Vimos que é urgente recuperar a Igreja que reúne os preferidos do mestre Jesus, denominada pelo Papa Francisco, uma Igreja em Saída, em busca dos excluídos, tanto da Igreja Institucional quanto do sistema econômico consumista e predatório. Na diversidade da Casa Comum ressaltamos a importância do cuidado da Amazônia e também os impactos do rompimento das barragens nas cidades de Minas causados pela criminosa empresa Vale. Debatemos especificamente em nossa região as Empresas produtoras de poluição atmosféricas e seus riscos a saúde e vida da população. Desse modo,fechamos a roda de conversa assinando com nossas digitais  o pacto por uma Igreja Sinodal na qual acreditamos e seguimos. E ainda, nós Mulheres fomos agraciadas com uma Poesia do Companheiro Algemiro. Somos as guardiãs da Casa Comum. Foi uma manhã de muitos saberes e sabores.

 

POESIA: Mulher, Mulher

Mulher menina, muher que ensina

Mulher que luta, que enluta

Cede seu corpo para gerar vida

Mulher carinho, ternura e abrigo

a mais bela das criaturas

Tímida ou assanhada sempre ousada

Mulher que tece e que fia,

que cuida da casa dia a dia.

Reza, sofre, espera se irrita.

Mas não deixa de ser mulher.

Dia da Mulher é todo dia,

mas rem um especial, que seja este em que

inúmeras MULHERES morreram

na luta pela redução da jornada do trabalho.

Parabéns Mulher, Parabéns Mulher!

 

Algemiro

 

Referência Material :Espiritualidades na Cidade. Por uma dimensão libertadora.33° Curso de Verão.

 

Pela Equipe de Animação : Angela Vilela

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