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A ÁGUA DA VIDA E A VIDA – QUEM É A VIDA? O QUE É A VIDA? [Homenagem à Ir. Cleide Lazarin]

A ÁGUA DA VIDA E A VIDA – QUEM É A VIDA? O QUE É A VIDA? [Homenagem à Ir. Cleide Lazarin]

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
Caríssima querida Irmã Cleide Lazarin, existem momentos na vida em que os pensamentos se confundem, as emoções tropeçam e as palavras são insuficientes. É assim que sinto a reação das pessoas que como eu te conheceram, conviveram contigo. Mesmo que, também como eu, por tão pouco tempo, e em poucas vezes. É assim que me sinto. A notícia da tua Páscoa, como água que busca apaixonadamente o Oceano, sedenta de eternidade, nos deixou assim: sem palavras. Você é uma fonte de Luz, de ternura, de serenidade, de esperança e de amorosidade. Fonte de onde jorra uma água que sacia a sede de andarilhos como eu e tantos outros, mas que estimula na gente aquele desejo de ter mais sede. Sede de encontrar, de acolher, de servir, de amar. Como não lembrar aquela terça feira à tardinha, quando nos enco
As CEBs e as “Comunidades Missionárias”

As CEBs e as “Comunidades Missionárias”

Artigos, Destaque, Destaque News, Rumo ao 15º Intereclesial
por Celso Pinto Carias (Assessor da Ampliada Nacional das CEBs e do Setor CEBs da CNBB) As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil / 2019-2023 – DGAE - (Documento 109) apresentam uma necessidade pastoral chamada pelo documento de comunidade eclesial missionária. Após o primeiro momento de recepção e depois da realização do Sínodo para a Amazônia, podemos agora nos debruçar sobre esta proposta pastoral com mais tranquilidade. O documento reflete, nitidamente, um grande esforço para celebrar a comunhão eclesial. Usa de imagens significativas: comunidade missionária, Palavra, Pão, Caridade e Ação missionária. E pela primeira vez as diretrizes enfrentam, de forma mais contundente, o desafio da realidade urbana. Contudo, como se costuma afirmar na tradição ecle
UM NATAL INDÍGENA – Carta às Comunidades

UM NATAL INDÍGENA – Carta às Comunidades

Artigos, Destaque
Amadas irmãs e amados irmãos das comunidades católicas do Brasil, Diante da situação dramática que vivem povos indígenas de nosso país, chegando ao limite de assassinatos neste tempo do Advento, e em sintonia com o pronunciamento de D. Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente da CNBB, divulgado no dia 18 de dezembro de 2019 (veja em https://youtu.be/95POVhKulf8), gostaríamos de sugerir um gesto de solidariedade com nossos irmãos das comunidades indígenas neste tempo litúrgico no qual adoramos o Senhor que nasce em uma manjedoura. O Papa Francisco nos convidou a olhar para o Presépio como um SINAL ADMIRÁVEL. Inspirados pelo Deus que nasce nos meio dos pobres, como pobre, possamos estar juntos/as daqueles/as que neste momento da história estão na manjedoura sem nenhuma proteção. C
NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO. SINODAL O modus vivendi et operandi da Igreja na Amazônia.  Agenor Brighenti

NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO. SINODAL O modus vivendi et operandi da Igreja na Amazônia. Agenor Brighenti

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
Fundamental para o exercício da sinodalidade na Igreja na Amazônia é "alargar os espaços para uma presença feminina mais incisiva", por meio de uma “participação ativa na comunidade eclesial” (n. 99). O Capítulo V do Documento Final do Sínodo da Amazônia faz da sinodalidade o modus vivendi et operandi da Igreja na Amazônia. Começa afirmando que, por sua natureza, a Igreja, “enquanto Povo de Deus sob o dinamismo do Espírito” é sinodal - “comunhão e participação, especialmente na ministerialidade e na sacramentalidade”. A sinodalidade “é uma dimensão constitutiva da Igreja” e, portanto, não se pode ser Igreja “sem reconhecer um efetivo exercício do sensus fidei de todo o Povo de Deus” (n. 88). Uma melhor integração da vida consagrada, dos leigos, em especial das mulheres, clama por uma co
IDENTIDADE DO CRISTÃO LEIGO E LEIGA, VERDADEIRAMENTE SUJEITO ECLESIAL.  Marilza José Lopes Schuina

IDENTIDADE DO CRISTÃO LEIGO E LEIGA, VERDADEIRAMENTE SUJEITO ECLESIAL. Marilza José Lopes Schuina

- OESTÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
Participar da função sacerdotal de Cristo nos faz sacerdotes como ele o foi na dimensão do serviço. IDENTIDADE DO CRISTÃO LEIGO E LEIGA, VERDADEIRAMENTE SUJEITO ECLESIAL Marilza José Lopes Schuina Introdução Estaremos comemorando o “Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas”, na Solenidade de Cristo Rei, neste domingo, 24 de novembro. Convido-os a uma breve reflexão sobre a identidade do cristão leigo e leiga. Desde o Concílio Vaticano II a Igreja tem dado ênfase ao protagonismo do leigo e da leiga na Igreja e na Sociedade, especialmente a Igreja na América Latina e Caribe, através de suas Conferências Episcopais. Na Conferência de Aparecida (2007), o leigo é apresentado como “verdadeiro sujeito eclesial”. Falar do cristão leigo e leiga como sujeito eclesial é falar de alguém envia
A meta da história: o projeto divino e as cruzes de cada dia. Marcelo Barros

A meta da história: o projeto divino e as cruzes de cada dia. Marcelo Barros

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O evangelho não pode ser lido com os olhos dos governantes de extrema-direita que defendem tortura e pena de morte. O Estado não tem direito de matar ninguém.  A pior opressão é a opressão interiorizada. A pior colonização é a colonização dentro de nós mesmos. Na Igreja Latina, esse é o último domingo do tempo comum, (no próximo começaremos um novo ano litúrgico). Desde a reforma litúrgica, este domingo é consagrado como festa de Cristo, rei do Universo. Comumente, a Igreja explica que Jesus é rei de modo diferente dos reis desse mundo. É rei como servidor e por dar a sua vida por todos nós. No entanto, mesmo assim, esse título, por mais que se reinvente, tem sempre algo de estranho a Jesus. Em uma de suas meditações, Dom Helder diz que sabe que Jesus não gosta e não quer esse título. V
Sínodo da Amazônia (VI) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO ECOLÓGICA. A dimensão socioambiental da evangelização.  Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (VI) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO ECOLÓGICA. A dimensão socioambiental da evangelização. Agenor Brighenti

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
  O Documento adverte que “é urgente enfrentar a exploração ilimitada da casa comum e dos seus habitantes”. O Capítulo IV do Documento Final do Sínodo da Amazônia propõe “novos caminhos para uma conversão ecológica”, dada a atual “crise socioambiental sem precedentes”. O bioma amazônico “está ameaçado de desaparição, com tremendas consequências para nosso planeta”. A única saída é promover uma ecologia integral, que promova “um modelo de desenvolvimento justo e solidário”, em que temos muito que aprender “de nossos irmãos e irmãs dos povos originários” (n. 65). Conversão urgente antes que seja tarde demais O Documento adverte que “é urgente enfrentar a exploração ilimitada da casa comum e dos seus habitantes”. Uma das principais causas de destruição na Amazônia “é a atividade
União e resistência negra. Marcelo Barros.

União e resistência negra. Marcelo Barros.

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
No Brasil, essa semana é marcada pela memória do martírio do Zumbi dos Palmares no 20 de novembro de 1697 e pela comemoração dessa data que, em todo o país, se tornou “Dia da união e consciência negra”. A comemoração anual da memória do Zumbi é importante em um Brasil que ainda mantém a herança de forte desigualdade social. Atualmente, o Brasil é o país com a segunda maior população negra do mundo (Só perde para a Nigéria). No entanto, essa população continua a ser majoritariamente pobre e explorada. No seu livro Escravidão, Laurentino Gomes afirma: “Negros e pardos representam 54% da população brasileira, mas sua participação entre os 10% mais pobres é muito maior de 78%. Na educação, enquanto 22% da população branca tem 12 anos de estudo ou mais, a taxa é de 9, 4% para a população neg
A Equipe Itinerante percorre Espanha mostrando a vida, clamores e esperanças da Amazônia. Luis Miguel Modino.

A Equipe Itinerante percorre Espanha mostrando a vida, clamores e esperanças da Amazônia. Luis Miguel Modino.

- NORTÃO, Articulação Continental, Artigos, Destaque, Destaque News
O que acontece na Amazônia não deixa ninguém indiferente, tem se tornado elemento de reflexão. Em tudo isso, podemos dizer que o Sínodo tem sido um instrumento que tem ajudado a dar visibilidade a problemáticas presentes por muito tempo nessa região. Mas o Sínodo é um processo que vai além da assembleia, celebrada no Vaticano de 6 a 27 de outubro, que pretende ajudar o mundo a tomar consciência sobre a importância do cuidado da Casa Comum. Dentro desse processo, a Equipe Itinerante de Manaus, com o apoio de Entreculturas, Caritas Espanhola e Manos Unidas, tem percorrido mais de 40 cidades espanholas, numa tentativa de trazer a Amazônia para perto da Europa, de passar um pouco da realidade amazônica, de amazonizar o velho continente, uma atitude assumida pelas crianças, jovens e adultos,
Sínodo da Amazônia (V) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO CULTURAL Uma Igreja aliada dos povos indígenas e autóctone. Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (V) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO CULTURAL Uma Igreja aliada dos povos indígenas e autóctone. Agenor Brighenti

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
“o pensamento dos povos indígenas oferece uma visão integradora da realidade, capaz de compreender as múltiplas conexões existentes entre tudo o que foi criado” O Capítulo III do Documento Final do Sínodo da Amazônia apresenta “novos caminhos para uma conversão cultural”. Começa reconhecendo que a região possui “uma grande diversidade cultural”. Neste âmbito, uma evangelização respeitosa e acolhedora do outro, capaz de aprender dele, exige “respeitar e reconhecer seus valores, viver e praticar a inculturação e a interculturalidade no anúncio da Boa Nova” (n. 41). Implica “ter um olhar que inclua a todos, usando expressões que permitam identificar e vincular todos os grupos e refletir identidades a serem reconhecidas, respeitadas e promovidas tanto na Igreja quanto na sociedade”. Frisa o