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Sínodo da Amazônia (V) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO CULTURAL Uma Igreja aliada dos povos indígenas e autóctone. Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (V) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO CULTURAL Uma Igreja aliada dos povos indígenas e autóctone. Agenor Brighenti

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
“o pensamento dos povos indígenas oferece uma visão integradora da realidade, capaz de compreender as múltiplas conexões existentes entre tudo o que foi criado” O Capítulo III do Documento Final do Sínodo da Amazônia apresenta “novos caminhos para uma conversão cultural”. Começa reconhecendo que a região possui “uma grande diversidade cultural”. Neste âmbito, uma evangelização respeitosa e acolhedora do outro, capaz de aprender dele, exige “respeitar e reconhecer seus valores, viver e praticar a inculturação e a interculturalidade no anúncio da Boa Nova” (n. 41). Implica “ter um olhar que inclua a todos, usando expressões que permitam identificar e vincular todos os grupos e refletir identidades a serem reconhecidas, respeitadas e promovidas tanto na Igreja quanto na sociedade”. Frisa o
IGREJA DA BASE NA PERSPECTIVA DO PAPA  FRANCISCO: “EU VI, OUVI E DESCI PARA SER SAL, LUZ E FERMENTO DE TRANSFORMAÇÃO”

IGREJA DA BASE NA PERSPECTIVA DO PAPA FRANCISCO: “EU VI, OUVI E DESCI PARA SER SAL, LUZ E FERMENTO DE TRANSFORMAÇÃO”

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"Atrevo-me a dizer que o futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas na busca diária dos “3 Ts”. Papa Francisco Por Waldir José Bohn Gass Coordenador do CNLB Sul 3 Faço algumas considerações a partir da matéria da nossa página, CEBsdoBrasil, “Assessores do 4ºSulão das CEBs. Igreja da Base na Perspectiva do Papa Francisco”, especialmente a partir das considerações de Benedito Ferraro, “CEBs: Cinco Notas Fundamentais de sua Identidade”. Ignacio Ellacuría e Mariele vivem Me inspira fundamentalmente Ignacio Ellacuría, padre jesuíta, cujo martírio, fruto de sua fidelidade a Deus nos pobres, completa trinta anos neste 16 de novembro. Ele percebia os pobres como o Povo Crucificado, continuação hist
Sínodo da Amazônia (IV) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO PASTORAL.  Uma Igreja em saída e com rosto amazônico.Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (IV) NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO PASTORAL. Uma Igreja em saída e com rosto amazônico.Agenor Brighenti

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O Capítulo II do Documento Final do Sínodo frisa que uma “conversão pastoral” é necessária para “uma Igreja em saída missionária” e “com rosto amazônico”. A missionariedade é da natureza da Igreja - “a Igreja existe para evangelizar” - (EN 14) e a uma evangelização inculturada corresponde a uma Igreja culturalmente nova, com rosto próprio. Sair ao encontro de diferentes em uma atitude de diálogo. Na evangelização não há destinatários, mas interlocutores. O “outro” é um “deferente”, a ser acolhido e respeitado em sua autonomia. Na Amazônia, os “diferentes” são “povos indígenas, ribeirinhos, camponeses e afrodescendentes (quilombolas), as demais Igrejas cristãs e confissões religiosas, organizações da sociedade civil, movimentos sociais populares, o Estado, enfim todas as pessoas de bo
E o golpe também pegou a Igreja. Marcelo Barros

E o golpe também pegou a Igreja. Marcelo Barros

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As mais recentes notícias sobre a Bolívia nos entristecem, por causa do terrível golpe de Estado e da realidade triste que ele significa de racismo e de fechamento das elites com relação a qualquer governo que tente administrar o país para a maioria do povo. Por outro lado, o mais triste é constatar que os dirigentes da Igreja Católica na Bolívia se declaram favoráveis ao golpe. Em sua declaração, os bispos negam que tenha havido golpe, mas não explicam como se derruba um presidente constitucionalmente eleito sem golpe. Deixam claro que a primeira preocupação é a defesa da propriedade e só depois falam na vida das pessoas. Convocam as forças armadas para cumprir essa função constitucional, sem nada dizer do fato de que se elas tivessem cumprido sua função nesses dias, não teria aconteci
Sínodo da Amazônia (III): DA ESCUTA À CONVERSÃO INTEGRAL. Pe. Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (III): DA ESCUTA À CONVERSÃO INTEGRAL. Pe. Agenor Brighenti

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A escuta dos povos da Amazônia, tanto no processo de preparação do Sínodo como em sua realização, teve como objetivo discernir das interpelações do Espírito, que chegam pelo clamor de uma região atacada pela cobiça de uma “economia que mata”. Para o Papa Francisco, é para escutar a Deus escutando o povo e responder aos seus apelos, como Igreja, discípulos de Jesus Cristo, que “aponta para a Amazônia” (Paulo VI). Como o Espírito “faz novas todas as coisas” (Ap 21,5), seu apelo é por uma “conversão integral”, que abarca tudo e a todos. O Papa, na abertura dos trabalhos, falava da necessidade de o Sínodo abranger quatro dimensões: a dimensão pastoral, a dimensão cultural, a dimensão ecológica e a dimensão sinodal. Distintas dimensões de uma necessária mudança no ser e no fazer da Igreja co
Sínodo da Amazônia (II): UM SÍNODO QUE AUSCULTOU O ESPÍRITO  NO CLAMOR DO POVO.  Pe. Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (II): UM SÍNODO QUE AUSCULTOU O ESPÍRITO NO CLAMOR DO POVO. Pe. Agenor Brighenti

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O Sínodo da Amazônia, por ser da periferia, por ter sido preparado e realizado sinodalmente, por ter dado voz em especial aos povos indígenas e às mulheres, por fazer da defesa e cuidado da ecologia uma agenda pastoral, incomodou a muitos, de fora e de dentro da Igreja. De fora da Igreja, Sem dúvida, uma marca do Sínodo da Amazônia foi a presença, além dos 186 padres sinodais, de bom número de indígenas, muitos deles e delas vestidos a caráter. Como disse um indígena: “Papa Francisco, gracias a Usted, los emplumados están en su casa y nos sentimos acogidos en su corazón”. Também houve a presença de auditores, peritos, delegados fraternos de outras Igrejas, assim como convidados especiais. Em caminho, um novo perfil de sínodo A pluralidade de participantes era a expressão de um novo
Democracia: a luta contínua da Jornada Continental – Marilza Schuína

Democracia: a luta contínua da Jornada Continental – Marilza Schuína

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Marilza J L Schuina, professora - Sintep/Cuiabá, CEBs e CNLB/MT Democracia, sim! Democracia, uma palavra, um regime, um sistema, um governo? Que importância tem a democracia na vida do povo? Os passos iniciais da democracia vão de pelo menos uns 300 anos (governo do povo) e ela continua sendo um desafio para a sociedade, de garantir para todos justiça, “liberdade, igualdade, solidariedade”, fraternidade. A democracia pressupõe participação popular nos processos sociais, pressupõe a construção da cidadania, pois no governo do povo todos têm direitos. O papa Francisco, com sua percepção da necessidade de ampliação das decisões políticas, com a participação de todos os envolvidos, disse no encontro com os Movimentos Populares em novembro de 2016: “Dar o exemplo e reclamar é um mo
Sínodo da Amazônia (I):    UM SÍNODO VIVIDO NA SINODALIDADE.  Pe. Agenor Brighenti

Sínodo da Amazônia (I): UM SÍNODO VIVIDO NA SINODALIDADE. Pe. Agenor Brighenti

- SULÃO, Artigos, Destaque, Destaque News
Este Sínodo foi preparado sinodalmente, com ampla participação dos povos da Amazônia. Um evento, por mais exitosa que tenha sido sua realização, se não teve um “antes”, dificilmente terá um “depois”. O Sínodo da Amazônia por ter tido um longo e participativo processo de preparação, não defraudou em sua realização e, agora, certamente terá uma consequente implementação dos novos caminhos propostos. É do perfil do Papa Francisco privilegiar o processo aos resultados. “O tempo é superior ao espaço” (EG 236) - é um de seus quatro princípios de ação, indicados na Evangelii Gaudium. Neste particular, o Sínodo da Amazônia inova em relação aos anteriores, inaugurando um novo estilo de assembleia, que tende e precisa ser aprimorado no futuro, ainda que o Papa Francisco esteja muito sozinho, tamb
Sínodo continua na Semana Amazônica, em Belo Horizonte

Sínodo continua na Semana Amazônica, em Belo Horizonte

Artigos, Sínodo Pan-Amazônia
Aloir Pacini (padre jesuíta e assessor das CEBs/arquidiocese Cuiabá-MT) O Sínodo da Pan-Amazônia, que ocorreu entre 6 e 27 de outubro em Roma, nos convoca a continuar a caminhar juntos. Por isso estamos em Belo Horizonte (MG) e região continuando nossa missão, participando da IV Semana de Estudos Amazônicos (Semea), que começou em 29 de outubro e termina no dia 1º de novembro. Trata-se de um evento tão ligado ao Sínodo que mostra a harmonia da ação do Espírito de Deus. Participam das atividades representantes de povos tradicionais da Amazônia, gestores públicos e pesquisadores. O objetivo e promover a troca de saberes e dar visibilidade aos desafios amazônicos no contexto nacional. A Semea é, em grande parte, orientada pelo clima progressista que marcou o Sínodo. A seguir, a
15º Intereclesial será fonte iluminadora do Espírito Santo para as CEBs

15º Intereclesial será fonte iluminadora do Espírito Santo para as CEBs

- OESTÃO, Artigos, Destaque, Rumo ao 15º Intereclesial
Juvenal Paiva da Silva, das CEBs/MT, historiador e pós-graduado em Gestão Escolar   “Humano assim  como Ele foi, só podia ser Deus mesmo” (Leonardo Boff)   A cada dia que se aproxima o 15º Intereclesial das CEBs, grande compromisso de nossa fé cristã, em especial a nós, companheiros e companheiras da diocese de Rondonópolis-Guiratinga, por extensão a todos e todas do Regional Oeste 2, a ansiedade vai nos contagiando. O encontro está marcado para julho de 2022 em Rondonópolis. Através da corresponsabilidade e fé de nossos pais e padrinhos é que viemos a entender que a “(...) fé é como um farol que ilumina a razão humana, amplia seus horizontes e a torna capaz de enxergar melhor e mais longe. Em outras palavras, a fé dá à razão humana as condições de compreender –