Equipe de comunicação para o 15° Intereclesial realiza reunião de planejamento

Rondonópolis/MT, 13 de junho de 2020 (em memória de Santo Antônio)

Sob a intercessão de Santo Antônio, o santo padroeiro dos pobres, aconteceu neste dia 13 de junho a 2ª reunião da equipe de comunicação para o 15º Intereclesial das CEBs. Juntamente com os membros da equipe, participaram da reunião D. Juventino, Marilza Schuina, Adilson José e Rinaldo Cardoso pelo Secretariado Executivo; Leoni Alves e Thiesco Crisóstomo pelo GT de comunicação e Rede de Comunicadores das CEBs do Brasil; Rosenil Conceição e Gibran Lachowski da Assessoria de Comunicação das CEBs Regional Oeste 2.

A assessoria foi de Luis Modino, da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM, que falou sobre a experiência de comunicação no Sínodo, o que pode nos ajudar na comunicação para o Intereclesial. “O intereclesial não pode ser um evento, e sim um processo que em vários anos leva a Igreja no Brasil e as Comunidades Eclesiais de Base à reflexão. O papel da comunicação é divulgar, dar voz que ajuda a dar visibilidade ao que acontece em diferentes lugares”. Para ele, uma das coisas que se destaca do processo sinodal é o processo da escuta que ajudou a refletir a partir dos diferentes documentos, nas diferentes comunidades sobre a temática do sínodo. “Esse poderia ser um desafio para o secretariado e para quem está na comunicação, como conseguir comunicar, o que esta reflexão está provocando na vida das comunidades e como esta reflexão está ajudando a fazer uma análise de conjuntura sobre a realidade da Igreja no Brasil e sobre como está sendo vivenciado esse jeito de ser igreja que sãos as CEBs e o que isto está provocando na vida da Igreja e da Sociedade”. Considera que “para isto se faz necessário estabelecer um trabalho de divulgação tanto no site CEBS do Brasil e em outros sites que podem ajudar a refletir sobre a temática do Intereclesial. Além de produzir conteúdo essa equipe deveria procurar instrumentos de reflexão que estão presentes em outros sites… No meu pensamento uma página institucional não é só para publicar o que acontece em nível de CEBs, mas também o que acontece em nível da reflexão teológica, bíblica, dos diferentes âmbitos da reflexão que pode estar presente nas comunidades eclesiais de base e oferecer esses materiais para que o povo possa acessar a reflexão… Hoje a gente tem instrumento para isto e oferecer essa possibilidade às comunidades vai enriquecer o processo e a vida das comunidades”.

Na roda de conversa Leoni Alves destaca que precisamos aproveitar o que já se tem construído, que considera que as CEBs do Brasil têm um reconhecimento, tem uma identidade, tem meios de comunicação reconhecidos que fornecia materiais de reflexão para outros sites… Para despertar nas pessoas a afetividade, o desejo é urgente retomar estas atividades do site, da página, dos grupos de facebook e watts zap, pois o que não é visto não é lembrado.

Modino destaca ainda a necessidade da atualização das publicações, pois longo período sem publicação faz com que as páginas vão perdendo interesse. Logo as pessoas deixam de acessar. Temos que aproveitar os acessos que temos para dar visibilidade ao processo. Uma coisa que precisa ser conversada é como dinamizar isso, para que haja postagens contínuas. Estamos em tempo de pandemia, como provocar essa reflexão nas comunidades? Uma das reclamações das comunidades é a falta de material para refletir e desde o secretariado, devem ser oferecidos materiais para refletir, sejam escritos, vídeos e outros. O desafio é fazer um trabalho em rede que ajude a espalhar e capilarizar a informação até às comunidades.

Adilson José destaca que um dos objetivos da missão é entrar nesse universo da edição das páginas, e recuperando a discussão feita na Ampliada das CEBs (janeiro/2020): quem são os editores dessas páginas e como tínhamos mencionados os 05 representantes das grandes regiões e alguns outros; o secretariado é um desses produtores, mas não conseguimos fazer isso sozinhos, acabamos de constituir a comissão; outras páginas estão bombando e é estranho que as páginas das CEBs do Brasil, num período como esse, não estejam; outra questão são os outros canais, outros meios, pois pensando em termos de Brasil, nós falamos também para quem não tem acesso a esses meios, que mesmo cada vez mais acessíveis, o povo tem dificuldades com acesso à internet, ou seja,  os outros canais necessários para chegar às comunidades, pois até  mesmo as cartas mensagens não chegam a essas comunidades; é importante o acompanhamento, o monitoramento e trabalharmos em outros canais.

Dar visibilidade para às pequenas ações locais é o que aponta Leoni, seja um grupo que se reúne para refletir o tema e lema, é um folheto que sai na diocese e até mesmo uma romaria com o tema e lema, encontros de jovens, pois a partir das notícias locais, vai animando as comunidades que estão mais distantes. Dar notícias das famílias, dos locais, das equipes, da história do povo do lugar, como essa história dialoga com o tema e lema. Tem muita coisa acontecendo e precisamos cuidar da comunicação como uma plantinha, regando, colocando no sol para cada dia ficar mais bonita, a comunicação é rápida, dinâmica e precisa ser cuidada. Somos o povo da esperança e acreditamos que nós podemos fazer.

Walmor, em sua interlocução apresenta alguns passos em termos de planejamento: 1. Criar uma central de produção de conteúdo, de forma cronológica, o que precisamos falar agora, o que precisamos falar daqui a 15, 30 dias; 2. Quem são essas pessoas que podem produzir esses conteúdos – um grupo de produção de conteúdo; 3. Um cadastro dos meios de comunicação católicos e dos meios de comunicação em geral; 4. Gerenciamento das ferramentas de comunicação das CEBs e estabelecer uma rede de comunicação; produzir diferentes peças de comunicação para todos os meios.

Gibran destaca dois aspectos: 1. a assessoria de comunicação popular das CEBs do Regional Oeste 2 tem feito desde 2017 cursos de formação nas dioceses de Rondonópolis-Guiratinga, Cáceres, Juína, Prelazia de São Felix do Araguaia e Arquidiocese de Cuiabá. Dezenas de pessoas forma formadas nesses cursos e seria importante identificar essas pessoas até que ponto elas estão inseridas na produção e levantamento de informações dentro das comunidades, pois o grande objetivo foi que a comunicação partisse das comunidades, que ela não viesse de cima para baixo; 2. a importância de produzir esses conteúdo a partir das comunidades, com pessoas que têm sintonia com a espiritualidade das CEBs, a espiritualidade libertadora.

Em sua intervenção D. Juventino coloca que temos que partir da força que temos, nós que estamos aqui e mais alguns, a força de pessoal não é muito grande na área de comunicação em nossa Igreja, muita gente fala de comunicação, mas não consegue dar passos. Então é esse pessoal aqui que tem que assumir. Segundo ponto, aproveitar o que temos de disponibilidade, como exemplo o site da diocese, um programa de tv semanal de 1:15’, o Jornal A Tribuna com uma coluna à disposição semanal, acesso à TV Record, a rádio. Nosso problema é que falta gente que elabora, que cria, que transforma um fato em matéria, que transforme um cotidiano em algo divulgável, falta isso.

Retomando a palavra, Modino ressalta que uma coisa importante é saber para quem envia uma notícia e qual a linha editorial desse veículo de comunicação, para não criar atritos desnecessários. Nesse sentido, temos que ser estratégicos. Importante também os fatos cotidianos… Às vezes, o que faz um animador de comunidade numa zona rural é muito mais importante do que se você entrevistar um cardeal. Não temos que ter vergonha de contar o que o povo faz, o que o povo vive. Tem muitas experiências valiosas que podemos divulgar através de diferentes meios.

Juliane Caju tem se sentido provocada a colocar a mão na massa e o quanto é importante a gente dizer o que estamos fazendo e, nesse sentido, as redes sociais podem nos ajudar.

Pensando neste grupo que está se constituindo, provocado por Adilson e Modino, foram apresentadas algumas pistas para a equipe: 1- marcar o dia 19 (daqui a um mês), a data inicial do Intereclesial, fazer uma peça institucional para dar início a um trabalho da comunicação como intereclesial e, a partir daí dar visibilidade tanto ao processo do Intereclesial, como à sua temática; 2- intensificar as publicações nos diferentes veículos citados por D. Juventino. Até o final deste ano ver como gerar conteúdos para ir divulgando, sobretudo a temática nesse tempo em que estamos vivendo; 3- em 2021, ver como divulgar mais o processo organizacional do encontro, por enquanto, temos que trabalhar em torno da temática do Intereclesial; 4- em torno da reflexão, temos também o tema da sinodalidade, temática do próximo Sínodo em 2022 e as CEBs se apresenta como uma Igreja sinodal, que caminha junto, onde todos são escutados e trabalhar essa reflexão da sinodalidade é um serviço que as CEBs pode prestar à Igreja do Brasil, que é um dos grandes desafios que o papa Francisco está apresentando à Igreja e pode ajudar as CEBs do Brasil a terem mais peso nas dioceses a partir dessa reflexão, pois um dos desafios também é ver como estabelecer dinâmicas de mais visibilidades e empoderamento à reflexão que as CEBs estão propondo dentro das dioceses.

Rinaldo lembra que teve recentemente reunião do Secretariado e Coordenação da Ampliada Nacional e um dos pontos discutidos foi a comunicação e a proposta é de destacar o dia 15 de cada mês, marcar todo o dia 15 com uma atividade. Precisamos nos organizar para dividir tarefas e funções, organizar a agenda de trabalho da equipe e sua coordenação.

Marilza lembra que no aspecto da produção de conteúdo, poderemos contar com os diversos GTs da Ampliada, como o de formação que vai preparar subsídios de formação para as comunidades e serão materiais que a comunicação poderá se apropriar para divulgação. Temos que de fato trabalhar em sintonia com a Rede de Comunicadores para a publicação nos sites e outros.

Ao final, os encaminhamentos propostos:

– Constituição de uma equipe de trabalho para pensar um planejamento, que ficou assim composta – Walmor, Juliane Caju, Kaline e Eliene, junto com Adilson e mais um membro do secretariado;

– Buscar os parceiros locais, como PASCOM e outros e estabelecer vínculos;

– Estreitar laços com a comunicação da CNBB, CNLB, REPAM, Ihu.unisinos e outros;

– A próxima reunião dia 04 de julho, das 15:00 – 17:00h

Em suas considerações finais, Modino lembra que temos que correr atrás das matérias. Nesse momento, aproveitar as lives e fazer a matéria da temática que é interessante para as CEBs. Precisamos alimentar a própria comunicação, pois se não fazemos isso, o povo não volta. É como deixar a loja fechada por 03 meses. A freguesia vai procurar o que precisa em outro lugar. Essa é uma reflexão importante, precisamos cuidar disso e procurar mais o trabalho em rede em diferentes níveis e promover a capilaridade para entender essa dinâmica de trabalho em rede. A REPAM é uma rede que tenta articular a caminhada da Igreja e não fazer nada diferente, mas articula com o que se faz e aproveita as oportunidades que as circunstâncias e a própria igreja oferecem para avançar em temáticas e propostas.

Vamos somar para essa grande missão de levarmos a boa notícia do Reino.

Com abraço fraterno!!!

 

Secretariado do 15º Intereclesial das CEBs

Equipe de Comunicação para o 15º Intereclesial das CEBs

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