Jesus é o começo de algo novo e inconfundível. 2° Domingo do Advento – Ano B – Quininha Fernandes Pinto.

Leituras: Is 40,1-5.9-11 – Sl 84 – 2Pd 3,8-14 – Mc 1,1-8

Marcos inicia seu evangelho assim: “Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Estas palavras permitem-nos evocar algo do que encontraremos em seu relato.

Com Jesus “começa algo novo”. Jesus é o começo de algo novo e inconfundível. O que encontram em Jesus é uma “Boa Nova”, algo novo e bom.

Este solene e alegre início do evangelho de Marcos, vem seguido de uma forma brusca e forte, sem aviso, de um chamado urgente de conversão, de todo o povo para acolher o Messias, o Senhor que vem…
No deserto surge um profeta diferente. Um profeta que vem “preparar o caminho do Senhor ” – João Batista – um caminho concreto e bem definido, o caminho seguido por Jesus.
A reação do povo é comovedora: partem para o “deserto” para escutar a voz que os chama. “Deserto” aqui significa introspecção, voltar-se para si mesmo, autoanalisar-se, significa reflexão pessoal, mas que incide no social e no Outro também.

A conversão cristã é muito mais que uma mudança pessoal, moral, subjetiva. É uma tomada de consciência da situação estrutural, sociopolítica, muito mais abrangente que uma espiritualidade devocionista, individual e isolada muitas vezes nos leva a desenvolver.

Esta é importante, mas é só o primeiro passo… A conversão cristã passa por mudanças profundas e estruturais e vão além do meu mundinho familiar, pois atingem o social, o político, a comunidade, o mundo.

A fuga desta realidade, deste “deserto” , pode ser hoje a nossa grande tentação: achar que o mundo está do jeito que está e eu pouco ou nada posso fazer. Não escutar nenhuma voz que nos convida a mudar.
“Preparar os caminhos do Senhor”, este é o nosso desfio.
A imagem do pastor chega até nós pela primeira leitura do profeta Isaías. Deus volta como pastor entre seu rebanho. A imagem do pastor contrasta com o termo “poder” que na realidade põe em evidência a libertação como uma ato de força divina. E não é! A imagem do pastor exprime o amor de Deus para com seu povo.

E a esta vontade divina de encontrar-se conosco, seus filhos, deve corresponder a nossa vontade de nos encontrarmos com Ele! Salvação é resposta… Portanto, preparemos os caminhos, Ele vem!

Por Quininha Fernandes Pinto CEBs Regional Leste

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