MARCO REFERENCIAL PARA O 15º INTERECLESIAL DAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

“Sopra-me, Sopro fecundo”. O Espírito de Deus que sopra onde quer, sopre sobre nós e nos ilumine nesta caminhada rumo ao Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base. É a certeza que temos de que não estamos sós. Seguimos com Deus e a Virgem Maria. Com este esperançar, foi realizado em 15 de dezembro de 2020 o lançamento do “Marco Referencial para o 15º Intereclesial”, um marco que sinaliza os rumos por onde seguirá a caminhada.

Você pode assistir a live e conferir o que é, para que serve, como este marco vai ajudar no processo preparatório do Intereclesial.

(Acesse aqui!)

O Marco Referencial, como nos diz o professor Adilson José, é um texto de sonhos, iluminado pela palavra de Deus e pela palavra do magistério. É constituído pelas diversas mãos de ontem e hoje, através do qual vamos olhar para a realidade política, econômica, cultural e eclesial. É um olhar que vem iluminado pela fé em Jesus Cristo… É um ponto de partida para nossas leituras sobre o tempo que estamos vivendo, sobre os desafios que este tempo nos impõe e é ponto de partida para os passos que queremos dar como CEBs. É uma referência iluminadora, olhar das CEBs sobre si mesma, chamada a reposicionar-se neste tempo, um olhar sobre a realidade eclesial e sobre nossas vidas neste contexto de pandemia. É marco para olhar o horizonte e traz em si, o sonho de uma metodologia sinodal, de escuta, de aprendizagem do escutar. Como o rio que passa, olhamos desde a realidade local para a realidade nacional; olhamos para a inspiração da palavra de Deus – CEBs, uma Igreja em Saída, na busca da vida plena para todos e todas; olhamos para os objetivos de animar, motivar, fortalecer e reavivar as comunidades (5 anos de caminhada, de 2019 a 2023) e olhamos para a nossa realidade diocesana, marcada pela beleza da natureza e pelas contradições do agronegócio e, do ponto de vista eclesial, uma Igreja de comunidades.

Salete Bez destaca essa caminhada coletiva de construção do marco, essa experiência sinodal de nos escutarmos, desde as bases, em todo o Brasil e cita o Papa Francisco que traz a sinodalidade como um modo de ser, de fazer, de viver. Conceito que expressa característica da Igreja que precisa ser assimilada pela comunidade eclesial, o caminhar juntos, pois não basta falar de sinodalidade, mas vive-la em nossas comunidades, desde o preparar uma reunião, uma assembleia. O marco referencial quer ser essa construção coletiva, fazendo ecoar o que está no dia-a-dia das comunidades, contribuindo assim, para celebrarmos o Intereclesial como uma trajetória sinodal. Ousar fazer esse processo sinodal, é compromisso, corresponsabilidade, comunhão com a Igreja. Todo o processo da construção do marco tem sido assim e o Intereclesial que ser esse processo todo de sinodalidade. O 15º é uma continuidade dos encontros anteriores, é o trem que passa, ao qual vai sendo incorporado os vagões de cada estação, de cada parada na caminhada.

Em meio aos desafios da caminhada, D. Juventino Kestering aponta os sinais de esperanças e luzes desse processo em construção:

  1. O marco referencial quer ser uma pedra fundamental no qual as comunidades vão se construindo, uma estaca, neste tempo de crise política, social, econômica, cultural, religiosa, moral, comportamental, que vai abrir horizontes para nos situar na caminhada;
  2. O marco quer ser referência para a caminhada das comunidades, para reanimar, renovar, tornar as comunidades missionárias, inseridas no contexto da vida, sejam rurais ou urbanas, periféricas;
  3. A luz da fé, levar na raiz do povo bíblico, caminhada do povo bíblico, de Abraão, dos profetas, de Moisés e de Maria, de Jesus; levar à comunhão com a Igreja, nosso compromisso como batizados, temos a missão de ser sal, luz, fermento de transformação de um mundo novo, “um novo céu, uma nova terra”, com mais fraternidade, mais pão na mesa, estar a serviço da vida;
  4. O marco quer abrir caminhos de esperança para os idosos, os casais, a juventude, as crianças, mesmo em meio aos desafios; “nós não somos um povo de lamentação, somos homens de mulheres de esperança”… que acreditam no ideal das comunidades. Onde semeamos comunidade, nasce uma vida nova.

Este é o texto que chegou, não como um texto pronto e acabado, mas como parte de um processo em permanente construção.

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Boa leitura a todas e todos. Seguimos juntas e juntos na caminhada.

Marilza J L Schuina

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