No Brasil hoje, o que significa ser testemunhas da Palavra que se fez e se faz carne? Marcelo Barros

Pedro Casaldáliga: “Em cada um/uma de vocês, eu vejo Deus”. É preciso que nos alegremos com essa presença em nós e vivamos de acordo com ela

Cada um de nós tem experiência de ter encontrado pessoas que são para nós referências de vida. São pessoas que o próprio fato de tê-las encontrado e de ter convivido com elas nos mobiliza, nos transforma e parece dar um rumo novo à nossa vida. Vocês já encontraram gente assim? Talvez, de vez em quando seja bom lembrar quem, onde e quando…
Ou será que toda vez que encontramos e sempre?
Em um determinado evento, a gente se encontra com dezenas (às vezes, centenas) de pessoas. No entanto, teve uma que nos marcou…Essa pessoa foi para nós testemunha da Palavra, ou seja da Presença divina no mundo.
O Evangelho desse domingo, tirado do prólogo de João (6- 8) e do primeiro testemunho de João Batista (1, 19- 28) nos chama a atenção para o fato de que a Palavra de Deus, a presença divina no mundo depende de testemunhas. Testemunhas (em grego mártires) são as pessoas que quando a gente convive com elas pode sempre dizer: Deus está ali.
Naquela pessoa, a gente quase pode tocar, cheirar, sentir a presença divina neles e nelas. Mas, a boa notícia do evangelho hoje é que todos nós somos chamados a ser isso: testemunhas que transpiram Deus, que deixam Deus transparecer sua presença no mundo.
Nos anos 70, um cântico das comunidades dizia: Entre nós está e não o conhecemos. Entre nós está e nós o rejeitamos.
Atualmente, é importante traduzir o “entre nós” no sentido de “no meio de nós” por no interior de cada um de nós, em nós. ​Essas são as palavras da mensagem de Natal de Dom Pedro Casaldáliga: “Em cada um/uma de vocês, eu vejo Deus”. É preciso que nos alegremos com essa presença em nós e vivamos de acordo com ela.
Será que eu estou sendo testemunha dessa presença divina para as pessoas que encontro? E se sim, será que consigo dizer como João: Eu não sou o Cristo, o Messias. Sou apenas a voz que grita no deserto. Nada de protagonismos messiânicos. Alguém que há pouco visitou Pedro Casaldáliga me disse: “Ele até que tenta disfarçar, mas a gente vê no olhar e no jeito dele que Deus está ali tomando conta de tudo”.
Em um mundo e um Brasil como o nosso, hoje, o que significa ser testemunhas da Palavra que se fez e se faz carne?

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