Publicação 15 de março 2017

Dom Manoel João Francisco, Referencial das CEBs do Regional Sul 2, Bispo da Diocese de Cornélio Procópio e agora Administrador Apostólico da Arquidiocese de Londrina, território do 14 º Intereclesial das CEBs, no último dia 14, durante oração pelo 14º Intereclesial manifestou seu apoio aos movimentos de resistência, que lutam contra os desmandos do atual governo, motivando  todos à  saírem as ruas, fazendo ecoar os clamores do povo, como nos anima o  lema do 14º Intereclesial. Lembrou a missão profética das CEBs e o compromisso da Igreja de estar ao lado dos que lutam por justiça.

No dia de hoje, a Arquidiocese de Londrina emitiu nota contra a Reforma Previdenciária.

Em Londrina as ruas  foram tomadas por movimentos de trabalhadores, diversas entidades de luta por direitos e nós  nos somamos a eles para gritar: Nenhum direito a menos.

Nota da Arquidiocese de Londrina contra a Reforma Previdenciária

“Concede-me a vida, eis o meu pedido; salva meu povo, eis o meu desejo.”
(Ester 7,3b)

Inspirada pelos princípios evangélicos e pelos direitos humanos fundamentais, a Arquidiocese de Londrina manifesta apoio e solidariedade a toda e qualquer iniciativa que se oponha a esta proposta de reforma da Previdência.
Interpelada com a constante ameaça de perdas de direitos já conquistados com o sacrifício de tantas vidas de trabalhadoras e trabalhadores, posicionamo-nos contra as propostas do Governo enviadas ao Congresso, entre as quais: a mudança de idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres, a extinção da aposentadoria especial para professoras e professores da educação básica, para trabalhadoras e trabalhadores rurais.
O Governo propõe ainda mudanças que dificultam e restringem o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadoras e trabalhadores, por exemplo: para se aposentar com 100% do piso salarial, o trabalhador deverá contribuir com o INSS por 49 anos ininterruptos.
Os países que já fizeram a sua reforma do Sistema Previdenciário não foram tão injustos quanto quer se tornar o Brasil, pois essa proposta apresentada ao Congresso privilegia uma minoria, isto é, os que hoje usufruem de melhores condições de vida, em detrimento dos anseios da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras que constroem a riqueza deste país.
Por isso, comprometemo-nos com toda e qualquer iniciativa da classe trabalhadora e suas organizações que venham questionar e exigir o respeito aos direitos já conquistados e digam não a qualquer ameaça de uma suposta reforma, que venha anular os direitos já adquiridos.

Dom Manoel João Francisco
Administrador Apostólico Arquidiocese de Londrina

Referencial das CEBs Regional Sul 2

Todos os direitos reservados a Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base.

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